Estudo pretende aumentar produtividade de movelarias em Manaus

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movelaria 1Um projeto de pesquisa desenvolvido pela mestranda em Design, Inovação e Sustentabilidade pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), Catarina Costa de Souza, pretende evitar o desperdício de madeira e a degradação ambiental ocorridos em marcenarias de pequeno porte, em Manaus, durante o processo produtivo.

O projeto é desenvolvido com aporte do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e, segundo a pesquisadora, tem como finalidade diagnosticar em que momento ocorre a maior perda de madeira, focando na gestão do design sustentável.

Segundo Souza, a pesquisa irá agregar melhorias ao negócio regional do pequeno produtor, respeitando as características e realidade do contexto desse tipo de empresa.

“Como resultado principal, espera-se que este diagnóstico inicial promova a implementação das sugestões de melhorias nas empresas e marcenarias, e que o negócio e produto local possam utilizar a gestão de design e a metodologia da ‘Produção Mais Limpa’ para serem mais competitivos e agregarem qualidade ao serviço, proporcionando o crescimento e o desenvolvimento das empresas”, disse Souza.

A metodologia de “Produção Mais Limpa” consiste na observação de todo o processo produtivo de uma empresa, com o objetivo de propor mudanças tanto estruturais quanto organizacionais, com foco na preservação do meio ambiente.

movelaria 2“A diferença dessa metodologia para as demais é que esta se preocupa com o processo como um todo, desde a formulação do projeto, passando pela conscientização e organização de todos os integrantes da empresa, até o final da vida e descarte do produto”, explicou a professora.

Principais beneficiados – De acordo com a pesquisadora, o projeto resultará em uma maior produtividade nas movelarias de Manaus e o principal beneficiado será o próprio marceneiro que ainda sofre com dificuldades tecnológicas, financeiras e estruturais. Segundo ela, o estudo otimizará o processo de produção, agregando valor ao trabalho dos pequenos produtores e, consequentemente, gerando redução nos gastos e maior lucratividade.

“Esse é o apelo sustentável que o projeto de pesquisa oferece: evitar o desperdício das sobras de madeiras usadas nas oficinas de marcenaria. Acredito que o foco principal é pensar que se há sobra é porque há problema. Antes de se pensar o que vai ser feito das sobras de madeiras, deve-se pensar em evitar as mesmas. Isso serve para qualquer material utilizado como matéria-prima ou material de insumo dentro de uma marcenaria”, afirmou Souza.

O estudo conta com parceiros da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e da UEMG, além dos sócios de uma marcenaria que fica localizada no Distrito Industrial, em Manaus.

Roberto Brasil