Estudantes da zona rural participam de jogos escolares

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Estão sendo disputadas as modalidades de queimada, futebol, futsal e vôlei

Estão sendo disputadas as modalidades de queimada, futebol, futsal e vôlei

Cinquenta e uma escolas municipais dManaus participam desta segunda-feira, 8, até o próximo dia 15 dos jogos escolares da Divisão Distrital Zonal (DDZ) Rural. A abertura da competição foi realizada na quadra da Escola Municipal Solange Nascimento, localizada no km 3 da rodovia BR-174, rodovia que liga Manaus a Boa Vista. Na ocasião, foi inaugurado o quinto polo do Projeto Aprender, Conviver e Lutar, que utiliza o jiu-jítsu como ferramenta de auxilio pedagógico para os alunos da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Segundo a coordenadora dos jogos, Fernanda Freitas, serão disputadas as modalidades de queimada, futebol, futsal e vôlei, nos naipes masculino e feminino, sendo divididas nas categorias mirim (de nove a 11 anos), infantil (12 a 14) e juvenil (15 a 17). Os jogos serão disputados no Centro Social Urbano (CSU) do Parque 10, zona Centro-Sul. Os campeões das modalidades garantirão vaga nas Municipíadas deste ano, que será no mês de outubro.

“Todo ano a expectativa é que mais alunos e escolas participem. Ano passado tivemos 49 escolas e esse ano conseguimos alcançar 51. Isso é maravilhoso e significa que nosso trabalho está dando certo. O mais legal é ver a felicidade no rosto dos alunos. Eu fui adolescente e participava de jogos e sei o quanto isso é importante. É um momento de socialização. Aqui temos alunos de escolas ribeirinhas, do Rio Amazonas, Rio Negro, do Tarumã. Eles se alegram por viverem esse momento”, disse.

Para a chefe da DDZ Rural, Edilene Pinheiro, o evento vai além do cunho esportivo. “É um evento de caráter pedagógico também. Aqui, eles ficam muito eufóricos. Há uma socialização entre as escolas. Muitos, infelizmente, não têm acesso a essas atividades em suas escolas e aqui podem extravasar. O esporte sempre foi importante para o desenvolvimento do aluno e nós enquanto Semed e DDZ Rural não fechamos os olhos para essa realidade”, destacou.

Campeã

A Escola Municipal João Paulo 2, localizada no Ramal Chico Mendes,  bairro Puraquequara, zona Leste, foi a campeã geral das Municipíadas de 2012 e a quinta colocada na edição de 2013. Segundo a técnica da equipe, professora Zaira Fernandes, em 2014, a expectativa é voltar a figurar entre os primeiros colocados. O segredo do sucesso, segundo ela, é trabalhar a motivação dos competidores.

“Eu faço um trabalho quase que psicológico. Eu incentivo o grupo a vencer seus limites e não olhar para as adversidades. Sempre digo que eles (os alunos) devem entrar nas competições para dar o melhor deles. Eles precisam ter o desejo de subir ao pódio. Digo que são capazes e isso tem dado certo”, explicou.

Se depender da vontade de Bruno Lima, da Escola Municipal Solange Nascimento, no futsal masculino, os alunos do João Paulo 2 não serão os primeiros colocados, como foram em 2012. Ele afirma que sua equipe está preparada para ser a campeã dos jogos e representará a DDZ Rural na Municipíada.

“Não tem jeito, o time de futsal da Escola Solange Nascimento vai ganhar. Estamos treinando e tenho certeza que não vamos decepcionar. O time está muito bom”, disse o aluno que joga na posição de fixo.

Aprender, Conviver e Lutar – O quinto polo do Projeto Aprender, Conviver e Lutar funcionará na Escola Municipal Solange Nascimento. As aulas serão ministradas pelo professor Thiago Santos –  que é faixa preta de judô e jiu-jítsu –  e serão destinadas 400 alunos das escolas São Judas Tadeu, Luís Freire, Professora Ester, Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Ismail Aziz e Solange Nascimento.

O coordenador do projeto, Ronnie Melo, fez uma pequena demonstração de como funcionam as aulas do Aprender, Conviver e Lutar com os alunos do Cmei Padre Pedro Gabriel. O projeto utiliza o jiu-jítsu como ferramenta de auxilio pedagógico para os alunos da rede municipal de ensino.“Estamos muito felizes pela expansão da ação. É um sinal de que estamos no caminho certo. Vale lembrar que isso aqui não é uma academia, mas sim uma escola. A luta será somada ao processo pedagógico. Nosso objetivo não é formar lutadores, mas sim cidadãos de bem”, disse.

Roberto Brasil