Estivadores itacoatiarenses comemoram temporada de operações portuárias

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Ao finalizar mais um serviço de operações portuárias em mais um navio fundeado ao largo do porto de Itacoatiara, estivadores do município comemoram, pois a mais de 9 anos, um navio cargueiro não atraca no velho porto da cidade. Pelo fato de suas instalações não suportarem navios desse porte. Isso ocorreu desde a última reforma feita pelo governo federal no governo Lula, capitaneada pelo DENIT em parceria com o ex-governador do Estado do Amazonas Eduardo Braga, atual Ministro de Minas e Energia, que em vez de aumentarem a capacidade do porto, reduziram a sua tonelagem, tirando o porto público da cidade, da rota dos serviços de carga e descarga do Amazonas. 

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Daí em diante, o município começou a perder receita com as tarifas de importação e exportação, e principalmente os estivadores, arrumadores e capatazes portuários, começaram a amargar momentos difíceis, no que tange a sua sobrevivência no porto da cidade. A maioria deles, teve que se mudar para Manaus e prestar serviço no porto privado do Chibatão, para poder proverem suas famílias das necessidades básicas de subsistência. Ficando como privilégio desse serviço no município, somente o porto privado da Hermasa, que só opera com grãos e fertilizantes, e o porto privado da Equador LOG, que só opera com combustíveis. 

Vale ressaltar, que estes portos, operam com alta tecnologia e com limitação de serviços portuários, de tal forma que precisam do mínimo de mão de obra, ao contrário dos serviços antes praticados no antigo porto da cidade, que na década de 70, chegou a destacar Itacoatiara, como segunda maior cidade exportadora do Amazonas, perdendo somente para o porto de Manaus que opera com o peso do Distrito industrial da Zona Franca. Nesse tempo, o setor madeireiro estava em pleno curso, e o velho porto tinha maior capacidade de embarque e desembarque e era alfandegado. 

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Vale ressaltar que em 2010, foram investidos R$ 9 milhões, na obra de reforma do porto de Itacoatiara, e mesmo antes da sua inauguração, partiu-se ao meio sua plataforma articulada de embarque, que liga a ponte fixa ao cais flutuante, demonstrando a péssima qualidade do serviço, o acidente levou ao fundo um trator que passava pelo lugar na hora do sinistro. Está tudo registrado na Capitania dos Portos do Município, que por conta disso, interditou o porto por mais de três anos.

Hoje perdeu a capacidade de carga, perdeu a alfandega, perdeu grandes projetos de transbordo de contêineres e outras operações desse gênero. Isso tudo faz com que a cidade perca grandes somas na arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais, o que dinamizaria o comercio local e contribuiria para o incremento dos serviços portuários da cidade. 

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Mas a turma do OGMO de Itacoatiara é aguerrida, e conseguiu articular alguns dos referidos serviços ao largo, ou seja, fora do porto, bem no meio do Rio Amazonas, mais próximo até da margem direita do grande rio, para onde eles enfrentam um rotina diária de transporte em pequenas embarcações, para terem acesso ao “trabalho nosso de cada dia”.

Enquanto isso, o município fica com a promessa da construção de um porto novo de pequeno porte, cuja a obra foi lançada oficialmente em maio de 2014, pelo Senador Alfredo Nascimento que já foi Ministro dos Transportes, e é atualmente Deputado Federal – PR. 

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E até agora nem uma estaca foi posta no lugar, para dar de fato e o início as obras. Com a construção efetiva desse porto, o município voltaria novamente a rota do desenvolvimento, pois a cidade de Itacoatiara historicamente, teve seu porto alfandegado desde o período imperial, com a chancela de José Maria da Silva Paranhos Júnior, barão do Rio Branco em 1873, e por conta de interesses escusos, amarga longos anos, com a falta de compromisso dos representantes políticos na esfera federal e até mesmo estadual, que estão mergulhados na inercia do descaso, e com a falta de compromisso com a vocação natural do município de Itacoatiara, que tem condição geográfica estratégica, para operar com os serviços de carga e descarga de navios de pequeno, médio e grande porte, a qualquer época do ano, devido ao excelente calado fluvial da região portuária do município.

Por: Frank Chaves

Mario Dantas