“Estado não é cabide de emprego”, afirma Amazonino

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Amazonino afirmou que Estado tem 68 estruturas, número maior que o da Presidência, mas evita confirmar redução de secretarias

O governador eleito Amazonino Mendes criticou, em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira, a estrutura administrativa do Governo do Estado. Segundo ele, são 68 estruturas estatais, um número maior que o da Presidência da República. “É uma loucura. O Estado não é cabide de emprego”, afirmou ele.

De acordo com Amazonino, é preciso “readaptar o governo para ter eficiência”.  Segundo ele, este processo será feito “sem ingerência política”.  “O Estado que deixei tinha 14, 15 secretarias. Não tinha terceirização e tudo funcionava”, afirmou ele.

Apesar de sinalizar que deve reduzir a máquina administrativa, Amazonino evitou falar taxativamente em redução de secretarias. “Vamos levantar os dados do Estado e analisar o que será necessário”, despistou o governador eleito, que disse estar assumindo “um barco destroçado”.

Sobre o seu novo secretariado, Amazonino  não deu pistas sobre nomes, mas afirmou que o grupo de transição vem fazendo um trabalho extremamente técnico. “Para conseguir nomes e consagrá-los é preciso um crivo enorme. Nenhum parceiro político chega ao Amazonino dizendo que quer secretaria tal. Não se faz um governo de colcha de retalhos”.

Demora para a posse

O governador eleito afirmou, ainda, que as declarações do presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Yêdo Simões, foram “elucidativas”. À reportagem de A CRÍTICA, Yêdo afirmou que o ato de posse na Assembleia é “mero ato formal”. “Vou acatar a exposição do desembargador”, afirmou Amazonino, sem deixar de criticar a Assembleia Legislativa, que quer empossá-lo somente no dia 10. “Extensão do prazo da ALE é anti-juridico, anti-povo… isso não existe”, afirmou ele.

Amazonino chegou a cogitar ingressar com uma medida judicial para garantir a posse na Assembleia no dia 5, mas acabou desistindo. “É um assunto encerrado. Tudo vai ficar bem até para haver harmonia entre os poderes”.

(Por Portal A Crítica)

Roberto Brasil