Espetáculos de dança são atrações no palco do Teatro Amazonas

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corpodedança-sagraçao-02O Corpo de Dança do Amazonas retorna aos palcos do Teatro Amazonas neste fim de semana, sábado (13), às 20h, e domingo (14), às 19h, com a apresentação de espetáculos que foram inspirados no movimento dos rios e em grandes obras do balé moderno mundial. As apresentações são uma realização do Governo do Amazonas / Secretaria de Estado de Cultura e têm entrada franca.

Para o secretário de Estado de Cultura, Robério Braga, tais apresentações valorizam nossa natureza e a tradição dos povos indígenas. “Os Corpos Artísticos do Amazonas levam para a população a oportunidade de refletir e conhecer sobre a cultura amazônica por meio das artes, da dança”. 

Sábado (13), às 20h – “Vazantes”

A importância da cidade e a floresta que a envolve serão valorizadas e recriadas no espetáculo “Vazantes”, que tem censura de 18 anos.

Com a concepção coreográfica de Mário Nascimento e direção musical e regência do maestro Marcelo de Jesus, o espetáculo é inspirado na oscilação dos rios do Amazonas. Uma metáfora com o movimento da cidade e seus contrastes, o seu calor úmido e humano, o movimento fervilhante de seus singulares lugares e sua rica miscigenação.

corpodedança-sagraçao-01Em “Vazantes”, o público poderá conferir pela primeira vez o encontro de diferentes linguagens que aparentemente não se relacionam com a dança, mas que de forma surpreendente se fundem com maestria no palco, com a trilha sonora pré-gravada com a Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA), com a leitura urbana e eletrônica do DJ Tubarão, além de um telão multimídia, que exibirá vídeos gravados em diversos locais da cidade e da floresta, no qual os bailarinos da imagem e os do palco irão interagir entre si. 

Domingo (14), às 19h – “Sagração da Primavera”

A “Sagração da Primavera” é uma obra do compositor erudito russo Igor Stravinsky, que subverte a estética musical do século XX, dando origem ao Modernismo.

Na releitura amazonense, feita pelos coreógrafos Adriana Goes e André Duarte, faz uma imersão na cultura indígena, mostrando que a sagração, desde então, se passa no “Ritual da Moça Nova”, cultura característica da tribo Tikuna, onde uma jovem índia, ao menstruar pela primeira vez, é retirada do convívio social. No período de reclusão, a menina moça, Worecü, passa a dedicar-se a trabalhos manuais intimamente ligados às mulheres.

Roberto Brasil