ESPERANÇA DOS NÁUFRAGOS

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Ademir-RamosPerdidos em alto mar como náufragos é como se sentem, segundo as pesquisas, milhares de brasileiros (as) que depositaram nas urnas suas esperanças na perspectiva de garantir ao Brasil as condições políticas necessárias indutoras do desenvolvimento centradas na ciência, tecnologia e inovação na perspectiva de se investir cada vez mais na qualificação de um processo de produção competitivo, agregando trabalho e cultura do nosso povo enquanto valor acumulado na forma de produtos e serviços oferecidos aos mercados e aos seus nichos de negócios, em atenção às corporações empresariais focadas na criação de novos postos de trabalhos, melhorando cada vez mais suas condições e garantias sociais amparados na promoção de políticas de gestão de pessoas e inovação de políticas públicas. Com fome, sede e indignação esses náufragos brasileiros lançados ao mar aos tubarões por manobras e pedaladas políticas dos governantes PTistas lutam desesperadamente para sobreviver na esperança de serem resgatados ainda com vida para que possam testemunhar o quanto foram enganados e induzidos a creditar politicamente na candidatura PTista de Dilma Rousseff, que surfou nas urnas no sucesso eleitoral do “companheiro Lula”, que na verdade é o principal suspeito da rede de corrupção disseminada no Brasil e no mundo malocada numa das maiores Petrolífera do planeta, que é a Petrobras.

FOME DE CORAGEM E INDIGNAÇÃO: É assim que se encontram os trabalhadores no Brasil, que não foram cooptados e nem tampouco se converteram em massa de manobra das Centrais Governistas e de seus apaniguados. Esses homens e mulheres sofrem dolorosamente o desemprego em massa que assola o País, quando não, vivem em total insegurança porque as empresas a cada dia definhem cada vez mais por razão de uma política tributária escorchante, pela alta da inflação e pelo custo dos insumos que se tornaram cada vez mais inviável para a sustentação da saúde da indústria nacional. Em resposta a este descalabro, o governo PTista acena para 2016 flexibilizar a legislação trabalhista, significa dizer que os direitos históricos dos trabalhadores devem ser mais uma vez violentados por uma política imediatista e perversa de achatamento salarial reduzindo os direitos dos trabalhadores (as) a voracidade do capital, devendo ser feito em conluio com os sindicatos subalternos tão corruptos quanto os agentes de Brasília arrolados no assalto a Petrobras, Eletrobras, BNDES, Fundo de Pensão e outras agências do governo. O fato é que os PTistas seguindo a velha prática do stalinismo resolveram aparelhar o governo aos seus interesses corporativos maquinando um projeto de poder que assegurasse a perpetuação da “companheirada” no controle do Estado. No entanto, a PTralhada se esqueceu de combinar com o PMDB de Eduardo Cunha e Michel Temer, que se sentindo lesados em seus interesses particulares resolveram partir para o enfrentamento na busca de barganhar também domínio no latifúndio PTista amealhado com os votos da bolsa família e demais apaniguados que direta ou diretamente se beneficiam com a política do governo Dilma Rousseff, mobilizando forças contra o impeachment e de tabela a favor da corrupção e da impunidade.

CINISMO POLÍTICO E O CREDO DOS INSANOS: A crise política contagiou as ações estruturantes do governo em seus diversos campos, da ética à economia, do Executivo ao Legislativo, gerando total descrédito na política, chegando ao ponto de candidatos afirmarem em seus programas oficiais que suas propostas não são políticas, “são resultados da necessidade de mudança”. Outros de forma cínica também prometem melhorias nas políticas públicas por acreditar que “a partir de julho do próximo ano tem certeza que a situação será melhor”. O cinismo, a insanidade e o descaramento tomou conta dos políticos oportunistas, que se valendo da crise encarnaram a figura messiânica do “salvador da pátria” capaz de resolver todos os problemas tão somente com o hálito de sua vontade. O fato é que o governo PTista tem feito uma farra com orçamento público, gasta muito mais do que arrecada, criando condições de ingovernabilidade – desmando econômico e descrédito político -, a se traduz na perda de legitimidade. Por mais que o PT queira se redimir dos seus vícios, os indicadores econômicos puxam o governo para baixo, gerando um desmantelo geral no corpo político da Nação, multiplicando a fome e o medo como praga a se espalhar por todo território nacional, fragilizando ainda os poderes constituídos. Para dar prova deste crescimento apelidado de “rabo de vaca”, os especialistas afirmam que o Brasil para se manter no patamar de 2014 deve crescer 5,7% até 2017.  Por sua vez, o Banco Central (BC) registra maior retração da economia. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país no ano de 2015 passou de 2,7%, divulgada em setembro, para 3,6%, em queda. Os índices são do Relatório de Inflação divulgado pelo Banco Central, que estimou também para 2016, a queda do PIB em 1,9%. O fato é que estamos a despencar ladeira a baixo sem direção política num total descontrole de nossa economia tal como os náufragos a gritar por socorro de justiça.

O QUE FAZER: Considerando que o Brasil é uma República Federativa, formada pela união indissolúvel dos Estados, Municípios e o Distrito Federal comparado a um corpo vivo nutrido pela economia política conectada entre si no formato de Unidade Política caracterizada por sua diversidade capaz de formular e executar políticas públicas, em atenção a população nacional e local nos termos da Carta Magna, deve-se pensar o Brasil como um todo sem eximir os governadores, prefeitos e o poder legislativo de suas responsabilidades quanto ao processo de gestão e zelo da República. Para isso, é necessário definir de imediato se deve continuar com a gastança dos PTralhas sob o mandonismo da Presidente Dilma Rousseff, bem como a penalização do Presidente da Câmara e do Senado Federal, ambos acusados de corrupção, improbidade e outros delitos denunciados na operação Lava Jato, comprometendo em última instância a cassação de seus mandatos. Esta decisão deve vir das ruas em forma de “pressão popular” com apoio da mídia social, imprensa nacional e internacional, não sendo assim, os interessados vai continuar afrontando a vontade do povo, atiçando o Judiciário com firme propósito de lamear o poder, fazendo jus a máxima de que todo homem tem seu preço. Nesse desespero devemos zelar pelo Estado de Direito, na alegria da esperança de sermos resgatados pela Justiça como povo soberano, pautando em nossas lutas sociais a criminalização dos partidos políticos, com a cassação do registro dos partidos tipificados como organizações criminosas, bem como, o embate a favor do Impeachment seguido de uma ampla discussão sobre o Sistema Parlamentarista assentado numa Reforma Política democrática, participativa e popular a transformar o grito dos náufragos em esperança de vida.

Roberto Brasil