Especialistas preparam servidores municipais para o enfrentamento de crises e catástrofes

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Profissionais que participaram da rede de atendimento psicológico e psicossocial às vítimas das tragédias de Mariana, em Minas Gerais, e da Boate Kiss, no Rio Grande do Sul, estiveram em Manaus para capacitar servidores municipais para atuar em situações de crise e catástrofes. Cento e cinquenta servidores que atuam nas redes municipal e estadual de saúde, incluindo o Samu, além de servidores da Defesa Civil e Corpo de Bombeiros participaram da capacitação.

O curso “Intervenção Psicológica em Crises e Catástrofes” aconteceu no auditório do Parque Municipal do Idoso, na rua Rio Mar, bairro Nossa Senhora das Graças, zona Centro-Sul, e encerrou no fim de semana. A ação foi promovida pela Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Direitos Humanos (Semmasdh) em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde (Semsa). A Escola de Serviço Público Municipal e Inclusão Socioeducacional (Espi) fez a certificação dos servidores.

“Para nós, a qualificação de profissionais que lidam diretamente com situações de crise é muito importante para que possamos prestar o melhor atendimento possível à população. Quanto mais preparados, mais conseguiremos passar segurança às pessoas que se encontram em uma situação de fragilidade”, afirmou Ivana Costa, assistente social da Semmasdh.

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A atividade conta com suporte da Associação Brasileira de Programas de Ajuda Humanitária Psicológica (ABRAPAHP), que atua desde 2008 em situações de crises no país e oferece formação para assistência por meio do programa.

Em situações de emergência, as necessidades básicas de qualquer pessoa – comida, água, abrigo, um mínimo de conforto físico e emocional – devem estar supridas em primeira instância; essas são também ações de saúde mental, ainda que não desempenhadas por psicólogos. Em segundo lugar, a intervenção deve ter como um de seus pilares fundamentais as propostas de elaboração dos sofrimentos (coletivos e individuais) gerados pela situação (não necessariamente realizada só pelo psicólogo) e também a construção da autonomia (das comunidades, grupos de pessoas e autoridades envolvidos) frente ao que aconteceu bem como à possibilidade de novas crises.

“Os grupos têm participado de maneira bastante intensa, de forma comprometida e motivada. Nosso trabalho é fazer uma prevenção de saúde mental. Sabemos que pessoas que passam por catástrofes e são assistidas adequadamente têm uma grande possibilidade de não desenvolverem enfermidades ou transtornos de estresse pós-traumáticos, e isso depende da atuação de diversos tipos de profissionais”, afirmou a pós-doutora em psicologia, Ana Maria Fonseca Zampieri.

Áida Fernandes