Especialistas explicam sintomas e diferenças entre Dengue, Chikungunya e Zika vírus

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dengue-zika-e-chikungunyaDengue, Chikungunya e Zika vírus são doenças que têm em comum, além dos sintomas parecidos, o fato de serem transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Por conta disso, o alerta das autoridades de saúde, principalmente neste momento em que crescem os casos de Zika vírus associados à microcefalia (malformação craniana), é que os esforços sejam concentrados na eliminação do mosquito.

O secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, chama atenção para o fato de o ciclo de desenvolvimento do mosquito acontecer no período de uma semana e que é possível, ao cidadão comum, impedir que esse processo se conclua, eliminando-o, antes de nascer. “O mosquito se desenvolve em água parada e a população pode ajudar e muito na sua eliminação. Como o ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypit se dá entre 5 a 7 dias, basta tirar um único dia na semana para uma faxina geral, em casa e no trabalho, esvaziando e limpando todos os recipientes que acumulem água”, orienta. Pedro Elias ressalta que o mosquito se reproduz em qualquer acúmulo de água, desde em uma tampa de garrafa pet a uma piscina sem tratamento adequado.

Os sintomas de Dengue, Chikungunya e Zika vírus são muito parecidos. O diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, explica que a presença de sintomas como febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações são comuns a todas essas doenças, o que as diferencia é a sua frequência e intensidade. No caso da Dengue soma-se, além da febre alta, dor ao redor dos olhos e articulações, que pode ser também acompanhada  pelo aparecimento de erupção na pele (manchas vermelhas) e coceira. A febre Chikungunya provoca dores intensas, acometidas simetricamente, atingindo as grandes e pequenas articulações e com tendência a tornar-se crônica. Os sintomas da febre Zika se assemelham com quadro alérgico, com manchas vermelhas na pele. A febre, quando presente, é baixa, e a pessoa pode também apresentar conjuntivite. Essas  doenças, ele alerta, podem evoluir para complicações graves e provocar a morte.

Governo do Estado e Prefeituras estão atuando em conjunto no combate ao mosquito transmissor das três doenças. Nesta última terça-feira (15), a Secretaria Estadual de Saúde (Susam) promoveu uma videoconferência, a partir de Manaus com transmissão para todo o interior do Amazonas, para tratar do risco de epidemia de Dengue, Chikungunya e Zika vírus. Mais de 40 municípios atenderam ao convite da Susam e participaram da videoconferência, que reuniu secretários municipais de saúde, profissionais da vigilância em saúde, do Programa Mais Médicos e dos serviços de saúde de um modo geral.

Na semana passada, o Governo do Amazonas, de forma preventiva, decretou situação de emergência, no estado, em virtude da probabilidade de desencadeamento de situações epidêmicas das três doenças. O decreto, assinado pelo governador José Melo, tem vigência de 180 dias.

MEDIDAS PREVENTIVAS PARA COMBATER O AEDES AEGYPTI

– Tampe os tonéis e caixas d´agua

– Mantenha as calhas sempre limpas

– Deixe as garrafas sempre viradas

– Mantenha a lixeira sempre fechada

COMO RECONHECER O MOSQUITO

– Possui em média 0,5 cm

– Cor preta e riscos brancos no dorso, pernas e cabeça

– Vive em torno de 30 dias

– A fêmea coloca de 150 a 200 ovos

– Costuma circular no período diurno, voa baixo e até a altura de até 1,5 metro

O QUE É MICROCEFALIA

A microcefalia é uma malformação em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada e os bebês nascem com o perímetro cefálico menor que o normal (que é, em geral, igual ou superior a 33 cm). Esse defeito também pode ser resultado de uma série de fatores de diferentes origens, como as substâncias químicas, agentes biológicos (infecciosos), bactérias, vírus e radiação.

O Ministério da Saúde considera como medida padrão mínima para suspeita de microcefalia o crânio com circunferência igual ou menor que 32 cm, no nascido a termo.
É possível detectar a microcefalia no pré-natal, mas somente o médico que está acompanhando a grávida poderá indicar o método de imagem mais adequado.

Roberto Brasil