Escolas da rede pública estadual promovem a inclusão de alunos com necessidades especiais

By -

esolas-rede-estadual-inclusao1Transformar a escola em um espaço de todos. Esse é o foco da educação inclusiva, em que as escolas de ensino regular abrem as portas para o atendimento a estudantes com necessidades especiais. No Amazonas, aproximadamente 80% das unidades de ensino pertencentes à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) tem promovido essa inclusão.

Nas escolas que acolhem os estudantes, são realizadas adaptações, dependendo da necessidade, para garantir um ensino de forma plena. Contratação de professores auxiliares de vida escolar, salas de recursos multifuncionais (espaços nas escolas que realizam o atendimento específico nos contraturnos em que o estudante está matriculado), além de outras modificações em sua estrutura são algumas das mudanças feitas pela escola para a inclusão.

Possibilitar a inserção desses estudantes na escola de ensino convencional, proporcionando uma educação de qualidade, dentro de suas limitações é o grande objetivo dessa ação, que contribui para a diminuição do preconceito. É o que diz a gerente de atendimento educacional específico da Seduc, Hortência Macedo. Para ela, esse trabalho é muito significativo e deve ser feito diariamente. “Nosso objetivo é ampliar cada vez mais os serviços de apoio aos estudantes com necessidades especiais para que de fato possamos ter um sistema educacional inclusivo”, afirmou Hortência.

escolas-rede-estadual-inclusao2Inclusão – Na escola estadual Tereza Siqueira Tupinambá, localizada na zona norte, há quase dois anos, tem sido promovida a educação inclusiva. “Hoje, nós atendemos seis crianças com diferentes necessidades. No início foi um grande desafio, mas através de acompanhamento pedagógico e psicológico, palestras, reunião com os pais, professores conseguimos a aceitação dos outros alunos e temos conseguido realizar um trabalho bem sucedido”, contou o gestor da escola, Luis Augusto Basílio, ressaltando inclusive a participação desses estudantes nos jogos escolares.

Outra unidade de ensino convencional que atende alunos com necessidades especiais é a escola estadual Hilda Tribuzzy, que busca, através de práticas construtivas e sociointerativas facilitar o aprendizado desses estudantes. No total, são 42 estudantes matriculados que possuem limitações motoras e baixa visão.

Segundo a gestora da escola, Simone Costa, foram necessárias algumas adaptações para receber os alunos, como rampas de acesso, banheiros adaptados, piso tátil e sinalização em braille nas portas das salas de aulas. “Nosso trabalho vem colhendo bons resultados e isso demonstra que estamos no caminho certo. Entendemos que a educação tem avançado com as práticas inclusivas que, antes de mais nada, buscam assegurar a todos uma escola que os atendam e respeitem suas especificidades, onde eles possam construir juntos seus conhecimentos”, mencionou a gestora.

Atendimento diferenciado – Além de promover a inclusão dos estudantes com necessidades especiais nas escolas, a Seduc, através de sua Gerência de Atendimento Educacional Específico, realiza o atendimento pedagógico em classe hospitalar, que contempla estudantes regularmente matriculados na rede estadual de ensino, impossibilitados de frequentar a escola por estarem hospitalizados.

Os alunos beneficiados recebem acompanhamento pedagógico, retomando suas atividades normalmente quando tiverem condições de retornarem à escola.

Roberto Brasil