Entidades debaterão problemas do setor de navegação da região Amazônia

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A intenção da mobilização é provocar a discussão entorno da região para as melhorias que podem ser implantadas no transporte fluvial, afirmou Dodó Carvalho

A intenção da mobilização é provocar a discussão entorno da região para as melhorias que podem ser implantadas no transporte fluvial, afirmou Dodó Carvalho

Uma série de problemas que têm afetado a navegação fluvial pelos rios, que banham a Região Norte do Brasil, será foco de um encontro de entidades sindicais do setor, no próximo dia 20 de agosto, em Porto Velho (RO). Trata-se do movimento de mobilização “Capital da Navegação”, promovido pela Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega) e que já passou por três estados do país.

Na quarta etapa do movimento os temas pautados são: garimpo e pirataria nos rios da Amazônia, dragagem, sinalização e transposição de troncos na hidrovia, privatização da Hidrovia do Rio Madeira, desburocratização da navegação, investimentos no porto público de Porto Velho e Centro de Treinamento de Aquaviários. O evento ocorrerá a partir das 9h, no auditório da OAB/RO.

O Sindicato das Empresas de Transporte Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) pretende levar para as discussões do encontro as fragilidades da navegação amazonense e da região. Um dos pontos da pauta é o aumento da presença de garimpos ilegais ao longo do Rio Madeira, principalmente no trecho que banha Porto Velho. A atracação desordenada de balsas com dragas usadas na extração de ouro no meio do canal de navegação pode provocar graves acidentes entre embarcações.

“O Rio Madeira, que é nosso principal rio para escoamento de grãos, vive um momento de transformação. O garimpo está muito intenso no rio e isso tem gerado conflitos com a navegação. Precisamos entender também o que está acontecendo no Rio Madeira em função das hidrelétricas que se instalaram perto de Porto Velho”, ressaltou o presidente do Sindarma, Dodó Carvalho.

O líder sindical destacou ainda que a mobilização de órgãos, entidades e agências reguladoras propiciará uma reunião de esforços para solucionar os problemas. “A intenção da mobilização é provocar a discussão entorno da região para as melhorias que podem ser implantadas no transporte fluvial. A Amazônia é uma região muito propícia para a navegação e, a Fenavega preocupada com os problemas do setor, promoverá o debate com a sociedade do que pode ser feito e o que é necessário para que possamos prestar um serviço melhor”, comentou Carvalho.

O diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Adalberto Tokarski, participará do encontro. O Sindicato das Empresas de Travessia e Navegação, Transporte de Passageiros, Veículos e Cargas Lacustre e Fluvial do Estado de Rondônia (Sindfluvial) e outras entidades apoiam a quarta edição da mobilização.

Roberto Brasil