Encontro vai reunir povos Indígenas da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru

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A iniciativa faz parte de um esforço para aprofundar o diálogo com os povos indígenas

A iniciativa faz parte de um esforço para aprofundar o diálogo com os povos indígenas

Da Redação – Nesta terça feira (07), no Centro de Formação Frei Ciro Aprígio, em Tabatinga, acontece o Encontro de Diálogo com os Povos Indígenas da tríplice fronteira Brasil-Colômbria-Peru. A iniciativa é da Rede Eclesial Pan Amazônica (REPAM) com a finalidade de construir uma agenda mínima em comum, contribuindo com a perspectiva de uma grande aliança, em defesa da vida na Amazônia e no planeta.

Participarão do Encontro lideranças indígenas da região fronteiriça do três países e bispos, missionários e agentes de pastoral das Igrejas locais, o Secretário Executivo da REPAM Mauricio Lopez  e integrantes da coordenação ampliada da REPAM.

Segundo informações do Conselho Indigenista Missionário (Cimi Norte I) está iniciativa faz parte de um esforço para aprofundar o diálogo com os povos indígenas, consciente da relevância do papel histórico e atual destes povos em defesa da vida na Amazônia, em sintonia com a Encíclica Laudato Si onde o Papa Francisco nos diz que “é indispensável prestar uma atenção especial às comunidades indígenas com as suas tradições culturais. Não são apenas uma minoria entre outras, mas devem tornar-se os principais interlocutores, especialmente quando se avança com grandes projetos que afetam os seus espaços. Para eles, a terra não é um bem econômico, mas dom gratuito de Deus e dos antepassados que nela descansam, um espaço sagrado com o qual precisam interagir para manter a sua identidade e os seus valores. Eles, quando permanecem nos seus territórios, são quem melhor os cuida” (Laudato Si, 146).

O objetivo do encontro é aprofundar o diálogo na tríplice fronteira entre a Igreja e os povos indígenas, no contexto da criação da REPAM. Os temas a serem debatidos são:

  1. Tema central: Território – Os povos indígenas e a Igreja/REPAM em defesa da vida na Amazônia frente ao modelo desenvolvimentista e os megaprojetos de infraestrutura, mineração e exploração de exploração de hidrocarbonetos (petróleo e gás).
  2. Tema específico 1: Cultura – As experiências milenares dos povos indígenas, suas contribuições em defesa da vida e para o futuro da Amazônia e os impactos da presença histórica e atual das Igrejas nas comunidades indígenas, da influência das cidades, das políticas governamentais, da urbanização de aldeias indígenas.
  3. Tema específico.  2: Educação escolar indígena – O papel da educação escolar indígena para o fortalecimento dos projetos próprios de vida dos povos indígenas em seus territórios. O enfrentamento dos desafios da juventude e da migração para as cidades. Sistemas próprios enquanto possibilidade.
  4. Tema específico 3: Desafios das fronteiras – povos divididos pelas fronteiras, povos indígenas “isolados”, narcotráfico, tráfico de órgãos e de pessoas.
  5. Tema específico 4: Alianças – O movimento e as organizações indígenas na Amazônia diante dos desafios territoriais, suas lutas e alianças.

Durante o encontro serão compostas mesas de diálogo integradas por líderes indígenas dos três países fronteiriços e representantes da Igreja/REPAM. (Mercedes Guzmán)

Roberto Brasil