Empurrador Bertolini CXX está a 60 metros de profundidade

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Balsa que ficou presa na proa do navio “Mercosul Santos” será removida do local tão logo o plano de salvatagem seja homologado (Foto: Divulgação)

O empurrador Bertolini CXX, que afundou após colidir com o navio “Mercosul Santos”, no dia 2 deste mês, próximo ao município de Óbidos, no Pará, está a uma profundidade de aproximadamente 60 metros e distante mais de 15 quilômetros do local do acidente. O içamento da embarcação deve ser feito por uma empresa especializada que será contratada pela Bertolini. O plano de retirada deve ser apresentado à Marinha do Brasil nos próximos dias.

De acordo com o coordenador do Comitê de Crise da empresa Bertolini, Marcelo Schröder, os representantes das companhias de seguros estão em contato com empresas nacionais e internacionais que prestam serviços de salvatagem (resgate) em águas profundas e também que realizam trabalhos de mergulho em plataformas de petróleo, nas operações de óleo e gás, para saber qual delas tem condições e interesse de prestar os serviços.

Assim que a empresa for definida será apresentado o plano de resgate para a aprovação da Capitania dos Portos e as atividades se iniciam com a sua homologação. No local do naufrágio, há condições que dificultam os trabalhos e exigem técnicos com alto nível de especialização e equipamentos especiais, em vista da inexistência de visibilidade nas águas, da profundidade na qual se encontra o empurrador e da força das águas.

No último dia 8, o especialista em operações de salvamento e remoção, David Pockett, chegou a Santarém para integrar à equipe da Bertolini. Ele tem experiência em salvamentos em grandes projetos globais, tendo atuado no Reino Unido, Canadá, Israel, Malásia, como por exemplo, na remoção do navio Costa Concórdia na Itália. “Tudo o que é possível está sendo feito. Infelizmente nenhuma das nove vítimas foi encontrada ainda”, disse Schröder.

O rebocador da Bertolini foi localizado na última segunda-feira por dois sonares de alta precisão “side scan”. Um dos equipamentos é do Navio Hidroceanográfico Fluvial “Rio Branco”, de Manaus. O outro foi contratado pela Mercosul Line, dona do navio “Mercosul Santos”.

Comboio

O rebocador da Bertolini empurrava nove balsas no momento do acidente. Uma delas ficou presa na proa do navio “Mercosul Santos” e será removida do local tão logo o plano de salvatagem, que está em fase final de elaboração, seja homologado. De acordo com Marcelo Schröder, das nove balsas, apenas uma teve perda total, outra teve um pequeno dano e as demais não tiveram nenhum problema.

Após colisão, buscas pelos desaparecidos continuam

A Marinha do Brasil informou que continua as buscas pelos sete tripulantes e dois passageiros desaparecidos por meio de lanchas da Capitania Fluvial de Santarém e dos Navios Patrulha “Bocaina”, de Belém, e Hidroceanográfico Fluvial “Rio Branco”, de Manaus,  com o apoio de mergulhadores do Corpo de Bombeiros e agentes dos órgãos de Segurança Pública. A área de busca se estende a um raio de 40 quilômetros (20 minutos) do local onde ocorreu a colisão.

Os desaparecidos são Carlos Eduardo Bueno de Souza, Cleber Rodrigo Azevedo, Ivan Furtado da Gama, Wandel Ferreira de Lima, Juraci dos Santos Brito, Adriano Sarmento de Castro e Marcelo Reis Moreira Costa. De acordo com a Marinha do Brasil, a Capitania Fluvial de Santarém continua coletando dados e informações que irão auxiliar na conclusão do Inquérito Administrativo já instaurado.

Portal A Crítica

Roberto Brasil