Empresário impede desocupação de terreno de supermercado que está em área invadida

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O empresário diz que não foi notificado da ação dos funcionários públicos e quer acordo para comprar a área, que está na rota da construção da Avenida das Flores (Fotos: Winnetou Almeida)

O empresário Francisco Araújo Silva, proprietário do Supermercado Nova Cidade, localizada na rua avenida Margarita, bairro Nova Cidade, tentou impedir na manhã desta quinta-feira (14), que funcionários do Grupo Integrado de Prevenção às Invasões de Áreas Públicas (Gipiap) retirarem uma cerca de área pública. A ação teve como objetivo a retirada da cerca para que as obras de construção da Avenida das Flores continuassem naquela área.

De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), a área foi ocupada ilegalmente há anos e está na rota das obras para a construção da Avenida das Flores. O empresário alegou que não foi notificado da ação dos funcionários públicos e se desesperou quando viu os trabalhadores entrando no terreno do estacionamento, derrubando uma cerca e construindo outra, avançando cerca de cinco metros no estacionamento do terreno.

“Quando cheguei vi que os fornecedores não entregando as mercadorias porque os funcionários do Governo estavam entrando do estacionamento e derrubando a cerca. Bloqueia a entrada deles com meu carro e quase fui preso pela Polícia Militar, eu quase fui preso, eles ainda me algemaram”, disse, nervoso, o empresário.

Segundo o empresário, ele tomou posse do local há treze anos, quando inaugurou o supermercado, e desde então vem requerendo a posse do local junto aos órgãos públicos. Francisco contou ainda que tenta, há anos, fazer um acordo com o governo. “Eu compro o terreno. Eu posso comprar, mas eles chegam assim sem avisar nada, estou amargando um prejuízo enorme hoje, eu gero empregos e renda. Mas quero fazer um acordo para meu supermercado continuar aqui”, disse.

Em nota a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), informou que o terreno em questão está inserido na área de abrangência da obra de construção da Avenida das Flores e foi ocupado de forma irregular há anos. A pasta informou também que o ocupante foi devidamente notificado da irregularidade por ele cometida (invasão de espaço público), recebeu prazo legal para desocupação e dada à necessidade da continuidade da obra, foi realizado hoje o processo de desocupação física da área, que era utilizado como estacionamento comercial./Portal A Crítica

Roberto Brasil