Empresa clandestina deixou passageiros presos em atoleiro da BR-319 por quatro dias

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O ônibus ficou completamente atolado no lamaçal – Fotos: Divulgação

Uma viagem que deveria ter durado 24 horas, se tornou um pesadelo para aproximadamente 15 passageiros que deixaram a cidade de Humaitá, a aproximadamente 780 km de Manaus, pela BR-319, com destino à Manaus, na última terça-feira (8). O ônibus da empresa Siqueira Tur só chegou à capital amazonense no último fim de semana.

A Siqueira Tur é a única empresa que mantem operação na linha Manaus-Porto Velho depois que o período de chuvas deixou a rodovia praticamente intrafegável, novamente. No entanto, segundo a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam), ela opera na clandestinidade e não possui registro na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para operar linha regular de transporte de passageiros.

Segundo a assessoria de imprensa da Arsam, a empresa só tem autorização para transporte de fretamento. O órgão, inclusive, prometeu denunciar a atuação da Siqueira Tur à ANTT.

Quatro dias

Na semana passada, um dos ônibus da Siqueira Tur ficou atolado em um trecho da BR-319, há aproximadamente 60 quilômetros da comunidade de Igapó-Açu. Pelo menos 15 pessoas viajavam no veículo. Segundo informações de pessoas que estavam nessa viagem, alguns passageiros  pegaram carona em um pequeno trator que os levou até o Igapó-Açu, foi quando conseguiram ligar para parentes em Manaus e Humaitá e dar notícias.

O socorro só conseguiu chegar ao local onde o ônibus estava atolado no fim da semana passada. Foi quando ele foi desatolado por um trator e pode seguir viagem até Manaus.

Durante os dias “ilhados” no meio da estrada, mulheres e crianças foram obrigados a regrar a alimentação, pois não sabiam o tempo que o resgate iria chegar.

A reportagem entrou em contato com a empresa Siqueira Tur pelos telefones (97) 3373-2958 e (97) 981**96**. No primeiro número a ligação não foi atendida e o outro está programado para não receber chamadas.

Paramos em março

O veiculo foi retirado do local com a ajuda de um trator – Divulgação

Conforme Eduardo Machado, que é um dos sócios da empresa Aruanã Transportes, a empresa parou de fazer o trajeto em março deste ano, devido às condições da estrada. “Estamos com os ônibus prontos para retornar a viagem, porém somente o faremos após uma viagem de reconhecimento da rodovia para sabermos as condições de tráfego. Depois disso, encaminharemos as informações coletadas para Arsam e ANTT, para demonstrar segurança na viagem. Assim que eles autorizarem estaremos de volta com viagens de Manaus a Lábrea, Humaitá, Manicoré, Porto Velho e Conexões para Apuí. Iremos fazer uma viagem em carro pequeno no início do mês de junho para ver como está a situação do ramal”, explicou.

Os buracos excessivos impedem a viagem e a tornam desconfortável. Além de causarem vários prejuízos.

(DO EM TEMPO)

Roberto Brasil