Empregadores contratam vigias no lugar de vigilantes e prejudicam trabalhadores

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Devido ao desemprego, muitos vigilantes acabam aceitando ganhar menos

Devido ao desemprego, muitos vigilantes acabam aceitando ganhar menos

Como forma de contratar um serviço mais barato, os empregadores passaram a contratar agentes de portaria, também conhecidos como vigias, no lugar dos vigilantes. A afirmação é do presidente do Sindicato dos Vigilantes de Manaus, Valderli Bernardo, que se mostra preocupado com a situação. “As empresas querem economizar e muitos vigilantes acabam aceitando ganhar menos e sem benefícios para não ficar desempregado. Isso não pode acontecer”.

De acordo com Bernardo, aproximadamente 2.500 vigilantes foram substituídos por agentes de portaria no último ano, sendo que estes profissionais não recebem os 30% de periculosidade e seus reflexos na remuneração, não usam coletes à prova de balas, não têm planos de saúde e o valor do vale alimentação é inferior ao do vigilante.
Um documento da Confederação Nacional dos Vigilantes está no Ministério do Trabalho para fazer a alteração na nomenclatura e resolver o problema de uma vez por todas.
Diferença entre vigia e vigilante
O trabalhador contratado como porteiro, vigia, guariteiro, atendente de portaria e similares é aquele que desempenha funções concernentes ao asseio e conservação, não sendo consideradas atividades de vigilância/segurança, tanto que não utilizam armamento em suas atividades e independem de autorização da Brigada Militar ou da Polícia Federal.
Já o vigilante tem a profissão regulamentada pela Lei nº 7.102/83, atinente a função de vigilância/segurança, exercida por profissional que pode utilizar armamento.
A profissão de vigilante pode ser exercida somente por pessoas habilitadas por escolas de formação de vigilantes, permanentemente e periodicamente revalidadas pelo órgão competente, e contratadas por empresas autorizadas pelo Departamento de Polícia Federal.

Roberto Brasil