Embrapa e Instituto Amazônia celebram parceria para fortalecimento da cadeia produtiva da macaxeira

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O modelo de projeto vai valorizar o trabalho do agricultor

O modelo de projeto vai valorizar o trabalho do agricultor

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Amazônia (IA) celebraram, na semana que passou, em Manaus (AM), uma parceria que busca fortalecer a cadeia produtiva da mandioca de mesa (macaxeira) na região de Iranduba. O destaque dessa parceira vai ser a implantação de uma agroindústria de processamento da raiz no Campo Experimental do Caldeirão da Embrapa Amazônia Ocidental, em Iranduba, que será gerenciada pelo IA.


Na agroindústria, a macaxeira será lavada, descascada, cortada, embalada a vácuo e congelada. Segundo o presidente do Conselho Administrativo do Instituto Amazônia, Paulo Henrique de Castro, a produção vai ser comprada diretamente dos agricultores familiares da região. “Vemos de perto a dificuldade que os agricultores têm de ver a finalização dos seus produtos. Essa parceria vai possibilitar que essa matéria-prima produzida pelos agricultores familiares seja transformada em um produto semi-industrializado, que poderá atender mercados como o da merenda escolar e do comércio de alimentos. Também vamos trabalhar com a massa da macaxeira, que pode ser utilizada para produção de doces, bolos, salgadinhos, etc”, disse.


O modelo de projeto vai valorizar o trabalho do agricultor, assegurando assistência técnica e capacitação necessárias à melhoria de sua terra e produção, com a garantia de geração de renda para ele e sua família. A pesquisa também terá papel importante, com a disponibilização de tecnologias desenvolvidas ou adaptadas pela Embrapa, já validadas, que aumentam consideravelmente a produtividade da macaxeira. “A parceria é uma oportunidade de unir a pesquisa, a assistência técnica e extensão rural e os agricultores familiares em torno de um produto com potencial econômico. Queremos mostrar que o produtor pode produzir, mas também participar de forma mais próxima do processamento da macaxeira”, finalizou Castro.

A analista da Embrapa Amazônia Ocidental, Elizângela França, destaca que a parceria contribuirá para o intercâmbio de conhecimentos entre os atores envolvidos, tendo como um dos pilares importantes a promoção e realização de pesquisas agropecuárias e/ou ações de transferência de tecnologias para a cultura da macaxeira, considerando as peculiaridades da localidade e os agentes que compõem a cadeia produtiva.


“A Embrapa desenvolve e recomenda soluções tecnológicas (tecnologias, produtos e serviços) que podem melhorar a produtividade e alavancar a produção da mandiocultura estadual. Porém o estabelecimento de parcerias é fundamental para garantir o alcance e apropriação dos agricultores a estas soluções”, ressaltou Elizângela.

Roberto Brasil