Em seminário, prefeito defende a Amazônia e seus recursos naturais para o desenvolvimento do Brasil

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“É preciso acabar com a admiração idílica sobre a Amazônia e buscar alternativas econômicas que possam contribuir para o crescimento do país”, destacou Artur Neto

“É preciso acabar com a admiração idílica sobre a Amazônia e buscar alternativas econômicas que possam contribuir para o crescimento do país”, destacou Artur Neto

O prefeito Artur Virgílio Neto defendeu, nesta terça-feira (25), o forte potencial econômico da Amazônia como polo de biotecnologia. Um dos palestrantes do seminário “O papel do Pan-Amazonismo para o desenvolvimento regional”, realizado pela Associação Pan-Amazônia, o prefeito destacou a responsabilidade governamental para o crescimento socioeconômico do país, a partir da exploração sustentável dos recursos naturais.

“Temos que nos aproximar dos nossos vizinhos pan-amazônicos, assim como dos nossos vizinhos brasileiros e explicar o que é a Amazônia. Uma região de interesse internacional e de máxima importância, porque a Amazônia é a última fronteira de desenvolvimento deste país. Se isso não for enxergado, o Brasil pode perder, talvez, a última oportunidade de se tornar um país de primeiro mundo”, defendeu Artur Neto. “A Amazônia é o grande salto que o Brasil ainda não deu até agora, por isso saúdo esse movimento com muito respeito, porque traz toda essa questão à tônica. Só o sentimento amazônico pode acordar esse gigante que é o Brasil”, conclui.

artur-abertura-pan-americano-02Ainda segundo o prefeito, na prática, é preciso investir muito mais em pesquisa e desenvolvimento. “Temos o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que há anos espera para entrar em pleno funcionamento, além do rico conteúdo produzido pelo Instituo Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Juntas, essas duas instituições podem abrir a porta do tesouro que, não está escondido, está esquecido”, disse. “É preciso acabar com a admiração idílica sobre a Amazônia e buscar, verdadeiramente, alternativas econômicas que possam contribuir para o crescimento do país”, concluiu.

Fundada há cinco anos, a Associação Pan-Amazônia tem realizado uma série de eventos voltados para a integração e o fortalecimento da região, que ocupa parte do território de vários países: Brasil, Peru, Colômbia, Equador, Venezuela, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Essa área verde representa um terço da reserva mundial de florestas com clima equatorial, além de rica hidrografia.

artur-abertura-pan-americano-03“Queremos fazer um alerta para a elite dirigente e para a sociedade como um todo, porque o potencial da Amazônia representa renda e qualidade de vida para o povo dessa região e para todo o Brasil”, finalizou o presidente da Associação Pan-Amazônia, Belizário Arce.

Roberto Brasil