Em reunião do CAS, prefeito pede a redistribuição de recursos da Suframa contingenciados pelo Governo Federal

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A última reunião ordinária do ano do Conselho de Administração da Suframa (CAS), realizada nesta quinta-feira, 17, foi marcada por perspectivas positivas para o futuro do Polo Industrial de Manaus (PIM). Entre as soluções apresentadas pelo prefeito Arthur Virgílio Neto para que no próximo ano a Zona Franca de Manaus (ZFM) possa tentar superar a crise econômica e fortalecer o seu desenvolvimento, está a redistribuição dos recursos arrecadas pelo órgão, hoje contingenciados no Governo Federal.

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“A Suframa está esvaziada em seus poderes, esvaziada financeiramente e creio que será um grande passo para o Estado e País se conseguirmos fortalecer esse órgão, inclusive devolvendo o seu poder de decisão no que se refere ao Processo Produtivo Básico (PPB)”, disse o prefeito.

 

Essa foi a primeira reunião da administração da atual superintendente da Zona Franca de Manaus (Suframa), Rebecca Garcia, e com a participação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior (Mdic), Armando Monteiro Neto.

 

Arthur Neto avalia, também, que em 2016 a Suframa deve arrecadar cerca de R$ 400 milhões. Desse montante, segundo o prefeito, 15% (R$ 60 milhões/ano) devem ser destinados para a infraestrutura das ruas do Distrito Industrial; 10% (R$ 40 milhões/ano) para melhorias na logística do PIM, como rede de fibra ótica e novo sistema de gestão dos processos.

 

Desses recursos, ainda, 7% (R$ 28 milhões/ano) são destinados ao Centro de Biotecnologia do Amazonas (CBA); 8% (R$ 32 milhões/ano) para a restruturação e ampliação para infraestrutura física da instituição; 10% (R$ 40 milhões/ano) para investir no treinamento da mão de obra local; além de distribuir 20% (R$ 80 milhões/ano) dos recursos entre cinco capitais e 30% (R$ 120 milhões/ano) entre cinco Estados a serem definidos.

 

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“Boas vontade e expertise para fazermos um bom trabalho e recuperar as ruas do Distrito Industrial nós temos, o que nos falta é recursos”, afirmou Arthur. “É uma grande bobagem atribuir essa responsabilidade somente ao Município, primeiro porque não temos recursos suficientes para isso e, segundo, porque quando houve liberação de recursos, ainda na gestão do prefeito Serafim Corrêa, o fizeram para o Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) que, apesar de muito respeitado, não teria competência legal para esse tipo de atuação”, finalizou.

Projetos aprovados

Na 271ª Reunião Ordinária do CAS foram aprovados 41 projetos industriais e de serviços, os quais preveem investimentos adicionais de aproximadamente US$ 1,6 bilhão – sendo mais de US$ 178 milhões em investimentos fixos – e a criação de 362 novos empregos ao longo dos próximos três anos no Polo Industrial de Manaus.

Entre os projetos, nove referem-se a iniciativas de implantação e 32 a pleitos de atualização, diversificação e atualização. “Os investimentos propostos beneficiarão tanto segmentos tradicionais e já consolidados no PIM, como Eletroeletrônico e Condicionadores de Ar, quanto nichos novos que estão em franco crescimento, como é o caso da fabricação de lâmpadas de LED, terminais de captura de dados para transações comerciais e até mesmo urnas eletrônicas de votos”, disse a superintendente da Suframa, Rebecca Garcia.

A superintendente ressaltou ainda que o CAS encerra o ano com balanço positivo, o que demonstra a continuidade do interesse por parte de empresas e de investidores de continuar apostando nas vantagens competitivas do PIM e do modelo ZFM. “Devemos encerrar 2015 com aproximadamente 200 projetos de investimentos aprovados em apenas três reuniões do Conselho, o que supera em quase 70% os resultados do ano passado e se equipara aos padrões de anos anteriores. O número é expressivo, considerando principalmente o cenário global de dificuldades econômicas”, apontou Rebecca.

 

Mario Dantas