Em plena crise, Bi Garcia manda aumentar taxa de água do SAAE em mais de 50% em Parintins

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Pref. Bi Garcia

Nos primeiros dias de 2017 a administração do prefeito Bi Garcia (PSDB) e Tony Medeiros (PSL) através do decreto Nº018/20174-PGMP instituiu em caráter emergencial de 90 dias Estado de Emergência Financeira e Administrativa no Município de Parintins. O Ministério Público Estadual segundo fontes do site está de olho e pronto para abertura de investigação sobre alguns pontos e possíveis farras tucana com o dinheiro do contribuinte.

É que na assinatura do decreto alegou-se no primeiro paragrafo que a cidade “vive situação de instabilidade financeira e administrativa”. Decreto feito, assinado e publicado para conter a crise. No entanto, ao que parece não existe crise em Parintins. O prefeito mesmo se contradiz. Aumentou os impostos para o pobre e majora a próprias diárias. Isso mesmo.

O prefeito Bi a principio determinou o aumento de mais de 150% da taxa mínima de água. A taxa é paga principalmente pelas famílias carentes e não ultrapassa hoje a dez reais. A ideia é subir para R$ 20 ou R$25 reais a cobrança até o final do governo. O exorbitante valor segundo a visão do Código de Direito do Consumidor se caracteriza como prática abusiva definida no artigo 39, Capitulo X.

A população começou a criticar a brilhante ideia do prefeito de penalizar os mais pobres nos meios de comunicação e o aumento deve ficar em torno de 50% esse ano.

Tentativa frustrada de privatização

No ano de 2011 em pleno período pré-campanha política, Bi Garcia, terminando o segundo mandato a frente da prefeitura, tentou privatizar o SAAE. A população se mobilizou, frescou nas emissoras de rádio, foi para a rua, denunciou nas redes sociais, ocupou a frente e galeria da Câmara. Exigiu posição dos vereadores.  Bi teve de recuar da ideia. No entanto, queimou bastante a candidatura de Messias Cursino (PDT) que era o vice-prefeito e candidato a prefeito em 2012. Até o atual vice-prefeito Tony Medeiros, na época deputado estadual, se posicionou contra a venda do órgão.

Mais taxas

Agora em 2017, Bi e Tony além de aumentar em mais de 100% a taxa mínima do SAAE, criaram outra forma de arrecadar dinheiro. Mexendo no bolso do penalizado funcionário público municipal. Tal funcionário que ganha um salário mínimo ou um pouco mais, teve de participar de recenceamento e comprovar ser mesmo empregado. A taxa é superior a R$ 17 reais. Pelos cálculos a Prefeitura conseguiu arrecadar perto de R$ 40 mil reais.

Na próxima segunda-feira dia 13 de fevereiro o prefeito mandou o diretor do SAAE explicar o aumento. Bi como fez quando recuou de vender o SAAE, vai sumir e aparecer apenas depois da coletiva. O prefeito não atendeu as ligações da reportagem. (Hudson Lima – especial para o Blog da Floresta)

Roberto Brasil