Em entrevista à Veja, prefeito de Manaus destaca preocupação com a economia brasileira

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Arthur Neto

Arthur Neto

A Veja Online publicou neste domingo, 28, matéria de destaque com o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. O conteúdo mostra a visão de Arthur sobre a economia e a política brasileiras nos últimos anos e a instabilidade atual, em meio às proximidades das Eleições 2014. Na matéria, a jornalista Marcela Mattos lembra que nos oito anos de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Arthur foi uma das vozes de oposição de maior firmeza no Senado Nacional.Além de lembrar a posição crítica de Arthur ao governo petista, principalmente quando o Brasil descobriu o esquema de compra de votos, que ficou conhecido nacional e internacionalmente como Mensalão, a matéria destaca que o prefeito de Manaus vê um cenário inviável para Dilma governar o país nos próximos quatro anos, o que é comprovado na rejeição apontada pelos eleitores nas próprias pesquisas eleitorais.

“Eu vejo a presidente Dilma Rousseff estatisticamente inviabilizada nestas eleições à medida em que mais de 40% dos eleitores não votam nela de jeito nenhum. Então, alguém que precisa de 50% dos votos pode tudo, menos ganhar uma eleição no segundo turno. E, para o bem da Dilma, é bom que perca, porque ela tende a sofrer contestação da população já no dia da posse”, disse o prefeito de Manaus.

Arthur também enfatizou a inexperiência de Marina Silva e sua postura em relação a relevantes temas do país. “A Marina Silva passa inconsistência, tem lacunas e omissões. Por que à época não falou do mensalão? Em 2010, ela foi a grande revelação por ser boazinha e todo mundo a acatava como a irmã mais nova. Todo mundo dizia que os verdes (do Partido Verde) tinham de ter representação política forte. Agora, com esse perfil, ganhar a Presidência eu não sei, acho complicado”, disse, ressaltando que o candidato do PSDB, Aécio Neves, é faixa-preta em estabilidade econômica. Exemplo disso, na opinião de Arthur, foi o dinheiro dos cofres da Câmara dos Deputados, que devolveu para o Tesouro quando foi presidente da Casa e também sua afinidade com a nata do Plano Real.

Ao reafirmar sua vontade de ver Aécio Neves presidente do Brasil, o prefeito Arthur Virgílio Neto destacou sua preocupação com a emoção do povo brasileiro. “O acidente com o Eduardo Campos mostrou a força da emoção no Brasil. O Aécio tinha mais do que o dobro dos votos do Eduardo Campos, mas o Brasil é muito emocional”, comentou, questionando: “há uma crise no país e você vai experimentar a Marina em cima de uma emoção, de uma biografia, ou vai em cima de alguém que tem partido para governar, que já tem um conjunto de pessoas que estão ao lado dele, a começar pelo Armínio Fraga? Nessa reta final, nós temos de pensar: o que é mais seguro já que temos uma crise? Vou votar em quem criou e aprofundou a crise, em quem eu não sei se resolve a crise ou em alguém que tem experiência em enfrentar crises?”, finalizou.

Trazendo a disputa eleitoral para o cenário estadual, o prefeito lembrou a dificuldade de contar com o ex-governador do Amazonas e candidato ao Governo do Estado, Eduardo Braga, como senador da República para viabilizar melhorias para a capital amazonense. “Minha aposta é na eleição do José Melo (Pros). Mas, qualquer pessoa que me trate com respeito, eu dialogo. O Braga, como líder no Senado, não deixou o dinheiro vir para o Amazonas. O recurso foi prometido, mas nós não recebemos. Quando conversamos, ele me disse que eu receberia um tratamento republicano. O tempo passou e os recursos não foram liberados”.

Mario Dantas