Em Benjamin, comunitários recebem novas casas de farinha higiênicas

By -

benjamin-casa-farinha-higienica4Os produtores das comunidades de Nova Aliança e de Bom Pastor II, passam a contar desde o dia 1º de novos mecanismos para a produção de farinha e outros derivados da mandioca. A Prefeitura de Benjamin Constant e o Instituto de Desenvolvimento do Amazonas (IDAM), órgão do sistema Sepror, inauguraram as duas primeiras das seis casas de farinha higiênicas. Com 110 metros de quadrados de área construída, as casas contam com áreas para descascamento e lavagem de mandioca, ralação, prensa hidráulica, peneiramento, torração e depósito.

A primeira casa de farinha inaugurada foi na comunidade de Nova Aliança localizada a 46,5 quilômetros da sede urbana de Benjamin Constant.

benjamin-casa-farinha-higienica2“Nós estamos fazendo a entrega de um compromisso firmado com a comunidade há alguns meses atrás ao ser contemplada com uma casa de farinha higiênica, moderna em um bom ambiente para a produção de farinha”, afirmou Iracema Maia.

A casa de farinha possui a capacidade de produzir 250 quilos/dia de farinha. A unidade foi projetada para produzir derivados da mandioca como tapioca, goma (polvilho doce), pé-de-moleque e beijus.

benjamin-casa-farinha-higienica1“Com esta casa de farinha vocês terão melhores condições de produção e melhor qualificação do produto podendo concorrer com o produto que vem de Manaus”, observou a prefeita.

O secretário municipal de Produção e Abastecimento, Kelly Eduardo agradeceu o apoio do IDAM. Ele assinalou que com a nova unidade, os agricultores vão produzir uma farinha de melhor qualidade. Anunciou que em breve a comunidade vai receber treinamento para produzir farinha tipo Uarini, de maior valor de mercado.

benjamin-casa-farinha-higienica3Segundo o gerente local do IDAM, Janderson Garcez, a Comunidade de Nova Aliança é a maior produtora de mandioca do Alto Solimões com uma área cultivada em torno de 100 hectares. A produção média é de 1.200 toneladas de raiz de mandioca por safra. Parte da mandioca processada resulta em três toneladas de farinha produzidas.

Iracema foi recebida pelo vice-presidente da comunidade, Eduardo Panduro. Na reunião com os comunitários eles reivindicaram a abertura de uma vicinal para o escoamento da produção. Hoje os agricultores caminham quase três quilômetros de suas roças para escoar a mandioca colhida.

A segunda casa de farinha foi inaugurada na Comunidade de Bom Pastor I, onde já são desenvolvidas atividades em parcerias entre Prefeitura, IDAM e a ONG Italiana Iscos na produção de mel a partir de abelhas sem ferrão e citros.

O presidente da Comunidade, Valdeni Lobato dos Santos, 37, agradeceu o fato de a comunidade ter sido contemplada com uma casa de farinha.

Roberto Brasil