ELEIÇÕES 2014

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Ademir-Ramos
Certo dia parou em minha frente um carro de porte médio com a seguinte máxima: “Vou com o Dudu/ Não voltando/ Chama a polícia/#VazaDudu.” Nas redes sociais cresce este movimento contrário à volta do Dudu ao governo do Estado é só examinar os comentários dos textos que circulam nos meios para se analisar a conjuntura eleitoral que temos e baseado nestas leituras pautar um posicionamento frente às opções apresentadas para o governo do Estado do Amazonas.

dudumelo

O fenômeno destas eleições é sem dúvida Marcelo Ramos, no entanto, é um projeto em construção que ainda não ameaça o poderio das oligarquias presentes, mas é uma proposta a ser trabalhada como ação estruturante de partido, podendo vingar na vontade popular se contar com uma estrutura orgânica tão reclamada por novas lideranças. Ao contrário, não passará de uma promessa.

Neste embate o confronto está entre Dudu e Melo. Dois atores da mesma cepa. Contudo, não se trata de julgar moralmente um e negar o outro e nem tampouco definir por um contra outro de forma maniqueísta. Esta disputa é recorrente em nossa história, o que está em jogo é o controle do poder de Estado, o montante do seu orçamento e o domínio da máquina que pode ser direcionada para fortalecimento dos valores Republicanos, como também, em favor das corporações privadas com amplas relações internacionais.

Este confronte de interesse está na origem do processo democrático aqui e alhures. Mas, o que nos preocupa de fato é a perversa desigualdade social em que vivemos, impossibilitando a participação consciente e responsável dos segmentos populares para escolher e decidir sobre o modo de governar de ambos. Os ativistas dirão de imediatamente que todos são “farinha do mesmo saco”, certamente que sim. Contudo, é necessário que fique bem claro, que não estamos num processo revolucionário, brigamos por descentralização do poder, por política de fortalecimento dos movimentos sociais, projetos e programas que incentivem a distribuição da riqueza, investindo nas competências e habilidades em favor do pequeno, médio e grande produtor, bem como, exigindo prioridade do Estado e do governante quanto à formulação e execução de políticas públicas qualificadas, em atenção às demandas populares. Da mesma forma, para o bom funcionamento da Democracia exige-se o cumprimento do regramento constitucional relativo ao respeito dos Poderes instituídos.

Nestas circunstancia penso que o Dudu não responde as nossas reivindicações pelo que já mostrou e fez. Pode-se dizer que nesta conjuntura é carta fora do baralho. O Melo e o seu modo de governar pode responder aos novos desafios apresentados desde que as organizações e os movimentos populares assumam a responsabilidade de um projeto comunal puxando para si a decisão e o controle das políticas públicas, em articulação com o Poder Legislativo, criando desta forma, as condições objetivas de um reordenamento político com insurgência de novos coletivos. Mas, as eleições estão em curso e o embate não está consumado, compete ao povo, o soberano ato de optar com responsabilidade por um projeto popular, participativo fundamentado no respeito e valores republicanos.

Mario Dantas