Eleição deixa partidos em clima bélico

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A disputa pela cadeira de governador do AM provocou um embate não apenas entre os candidatos que agora disputam o 2º turno. O frisson do pleito e os interesses divergentes debelaram uma crise dentro das próprias siglas envolvidas na eleição. No PMDB e no PT, a troca de acusações entre filiados aumenta a temperatura interna nas legendas a cada dia. Nas duas siglas, expulsões são dadas como certas assim que terminar o pleito. No caso do PSD, os incomodados já estão de saída.

Os deputados estaduais Vicente Lopes e Wanderley Dallas, por exemplo, já receberam ontem um recado de pessoas ligadas ao PMDB que confirma: a situação de ambos, no partido, se tornou insustentável.

Na última terça (8), Dallas e Vicente deixaram exposta a revolta por terem sido arrancados da liderança e vice-liderança do PMDB, na ALE/AM. O caso gerou um bate-boca entre os deputados e a colega de partido, Alessandra Campelo, no plenário da Casa.

Ainda sobre a desavença entre os peemedebistas, chamou a atenção a “abnegação” de vários  deputados na Assembleia, que fizeram questão de ceder o tempo a que tinham direito, para discurso em plenário, a fim de que Vicente, Dallas e Alessandra prosseguissem com a discussão, anteontem.

Bem nas pesquisas e fugindo de polêmica, Amazonino Mendes (PDT) fez chegar a Vicente Lopes um pedido: não quer confusão que envolva o seu nome. Até a votação do segundo turno, o pedetista procura sofrer o mínimo de desgaste.

A campanha de Amazonino Mendes teve acesso, ontem, aos números da primeira pesquisa encomendada pela coligação após o primeiro turno. A comemoração foi grande já que, conforme os dados, a candidatura estaria conquistando eleitores de Rebecca Garcia (PP) e José Ricardo (PT).

SIM&NÃO/Portal A Crítica

Roberto Brasil