Educação de Tempo Integral é alternativa para fábrica da marginalidade, aponta Luiz Castro

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‘O caminho para diminuir o impacto da ‘fábrica da marginalidade’ é ir à causa do problema: manter as crianças e adolescentes ocupadas, em atividades benéficas e correspondentes às suas idades’. Esta é a opinião do deputado estadual Luiz Castro (Rede), proferida durante audiência pública na Assembleia Legislativa (Aleam).

Segundo o parlamentar e presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (Frenpac), muitos jovens acabam por ficar ociosos e sendo  cooptados para o mundo da violência. Por isso, é preciso caminhar para a Escola de Tempo Integral.

“Sabemos das dificuldades na crise e que, no momento, não é possível a ampliação das aulas. Porém, podemos iniciar o tempo integral com as escolas ficando abertas entre turnos, utilizar espaços públicos e até os da Igreja e, aos poucos, caminhar para a Escola de Tempo Integral”, assinalou Luiz Castro.

Bom senso

Outra estratégia apontada pelo deputado para a erradicação do trabalho infantil é o bom senso, no caso da família rural. Ele apontou ser comum crianças ajudarem no roçado a partir dos oito anos de idade.

“Fui agricultor em Envira, onde também fui prefeito: sabemos que não dá pra prescindir do apoio dos filhos da agricultura familiar. Escutamos sempre sobre a necessidade de trabalhar cedo e assumir responsabilidades, mas elas preiam ser compatíveis com a idade e o desenvolvimento biológico da criança. Ou seja, é preciso bom senso”, salientou Luiz Castro.

Também participaram da audiência pública Conselheiros Tutelares de Manacapuru, representantes do governo do Estado e da Prefeitura de Manaus, além da Delegada Juliana Tuma.

Roberto Brasil