Eduardo Eduardo Braga e Arthur Neto selam aliança e Marcos Rotta é o vice do tucano na reeleição

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Muitos podem não acreditar, mas o prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB) e o senador Eduardo Braga (PMDB) agora são aliados, não apenas no pleito de 2016 na disputa pela Prefeitura de Manaus, mas também em 2018 quando valerá a cadeira de governador do Estado do Amazonas e uma vaga no Senado Federal. Em reunião, ocorrida na madrugada da última segunda-feira (1°), entre os dois caciques da política amazonense o martelo foi batido e o deputado federal Marcos Rotta (PMDB), nome certo para a disputa pela PMM, será o vice do tucano na reeleição.

A aliança Arthur e Braga surpreendeu, para alguns do grupo do prefeito, um desastre, mas outros afirmam ser um golpe de mestre de quem pretende disputar a reeleição, ao eliminar adversários potenciais para as eleições de outubro, um deles Marcos Rotta, que em todos os cenários das pesquisas seria o único com chances de derrota-lo na disputa pela Prefeitura de Manaus.

Mas a mexida no tabuleiro ainda tem outra finalidade e não é ruim para Marcos Rotta como muitos aliados dele pensam. O deputado federal será vice com a certeza de que em dois anos, em 2018 senta na cadeira de prefeito já que no acordo de Braga e Arthur está também as eleições 2018, quando o tucano deixará a prefeitura para concorrer ao Senado com todas as chances reais de se eleger e voltar a representar o Amazonas em Brasília.

Por outro lado, Eduardo Braga deve assumir ainda este ano o governo do estado, já que o processo de cassação do governador José Melo (Pros) e o vice, Henrique Oliveira (SDD), caminha a passos largos no Tribunal Superior Eleitoral e já está nas mãos da relatora a ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, que deverá pedir pauta de julgamento ainda este mês. Com Melo fora, o senador poderá surfar tranquilo e concorrer à reeleição em uma chapa onde Arthur Neto será o senador.

A aliança Braga e Arthur, caciques da política amazonense acaba com o recém-criado grupo do senador Omar Aziz (PSD), que prega desde 2014 que seu ex-aliado Eduardo Braga estava acabado politicamente. Com essa nova mexida no tabuleiro, o hoje Aziz ficará como diz o dito popular “chupando dedo”,  vendo seu sonho de fazer de seu partido se tornar grande no Amazonas praticamente acabar.

Omar tentou emplacar o deputado Josué Neto como vice de Arthur Neto, mas seu plano foi por água a baixo. Quando todos no PSD já contavam com o presidente da Assembleia Legislativa do Estado como certo para vice, veio Eduardo Braga, e depois de uma noite de conversa com Arthur Neto colocou o único nome que poderia derrota-lo na reeleição, Marcos Rotta, que aparece em todas as pesquisas com a menor rejeição do pleito, como candidato a vice-prefeito. Os dois lideravam as pesquisas pré-eleitorais para a Prefeitura de Manaus.

Quem também não gostou nada da aliança foi o deputado federal Pauderney Avelino (DEM), que chega nesta quarta-feira em Manaus e irá sentar com Arthur Neto e tomar uma decisão. Mas como hoje em Brasília o PSDB, PMDB e DEM andam lado a lado, a quem diga que o parlamentar não deverá abandonar o barco deixando claro ainda que realmente Omar Aziz ficará isolado apenas com deputados na Assembleia Legislativa, David Almeida, Josué Neto e Ricardo Nicolau.

Com a nova mexida no tabuleiro, Omar deverá correr para os braços de Alfredo Nascimento (PR) e apoiar Marcelo Ramos a Prefeitura de Manaus ou até mesmo ir compor com Silas Câmara (PRB), mas já chegado atrasado, já que em nenhum dos dois partidos poderá indicar o vice, será apenas mais um no bolo.

A reportagem do Fato Amazônico tentou ontem (2) falar com o deputado federal Marcos Rotta, que está em Brasília, mas ele não atendeu nenhuma das ligações, a assessoria do deputado em Manaus, também ficou surpresa com a notícia da aliança do PMDB e o PSDB.

Fontes do Fato Amazônico afirmam que, Marcos Rotta não ficou nada satisfeito com a nova composição que o coloca como vice na chapa de Arthur Neto, mas como o PMDB é de Eduardo Braga no Amazonas e o partido hoje tem fortes ligações com os tucanos nacionalmente, principalmente em Brasília, o parlamentar terá de acatar as determinações que vem de cima. Fato Amazônico

Mario Dantas