EDUARDO ATACA, MELO SE DEFENDE E O POVO CONFIRMA

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ademir-ramos_500x333Nesta reta final de campanha é sensato que se diga publicamente que o Amazonas não tem preço, que não está à venda, que o seu valor é imensurável. Afirma-se tal verdade para afastar de vez qualquer pretensão do candidato Eduardo Braga, em reduzir as ações governamentais do Estado a favor dos interesses privados, incentivando a realização de obras faraônicas em detrimento da pobreza e miséria do povo do Amazonas. Na propaganda oficial da coligação encabeçada pelo PMDB o volume de obra apresentado se for levado a sério compromete todo e qualquer investimento, que se queira fazer para promover os indicadores de desenvolvimento humano no Estado.

Contrapondo-se a esta visão privatista e patrimonial a proposta do Governo Melo tem sido pautada nos meios de comunicação centrada na Educação como matriz de desenvolvimento, em articulação com a saúde, ciência, cultura e infraestrutura. Em suma, a análise do Projeto de Governo do Melo tem por objetivo instituir no Estado uma cultura do planejamento, considerando que o próprio Governo Federal já opera no Amazonas alguns equipamentos de Estado como Sistema de Proteção da Amazônia, visando integrar informações e gerar conhecimento atualizado para articulação, planejamento e coordenação de ações globais de políticas públicas neste território, resultando, desta feita, na proteção, inclusão social e sustentabilidade dos segmentos e comunidades locais.

Em assim sendo, segundo o Projeto de Governo do Melo deve-se recorrer aos dados gerados por estes equipamentos de monitoramento e planejamento, composto por subsistemas integrados de sensoriamento remoto, radares, estações meteorológicas e plataformas de dados, instalada na região para se definir os diagnósticos locais, bem como incentivar a presença antrópica para garantir e fortalecer novos investimentos. Para tanto, o planejamento orgânico e articulado será capaz de promover o completo monitoramento de nossa região e produzir informações em tempo real, considerando a racionalidade e a especificidade local, a exigir do Governo ações de políticas públicas que induza e promova o desenvolvimento humano de nossa gente.

confirma

Nesta disputa não dá pra cair na tentação quantitativa de quem fez mais obra se foi o Melo ou o Eduardo. Este encaminhamento é falso, é necessário considerar algumas situações concretas e legais.Vejamos: O Melo Disputa as eleições no Governo, em sendo vencedor, não poderá concorrer no próximo pleito para o governo do Estado. O Eduardo, por sua vez, se eleito terá a possibilidade de ser candidato no exercício do mandato. Para o governo Melo se eleito está em jogo 100 bilhões de reais, para o Eduardo, somado os oitos anos, o montante será mais de 200 bilhões de reais. Isto significa muito mais do que um prêmio da mega sena. Sem falar na disputa em 2012 para a Prefeitura de Manaus e demais municípios do Estado.

No entanto, tudo está embassado. A baixaria tomou conta da Campanha Eleitoral, o Eduardo Braga partiu para o ataque quando tomou conhecimentos de sua queda nas pesquisas. A conquista de seu território, segundo ele, deve ser feita em cima da desconstrução moral do Melo, por isso transformou a propaganda eleitoral numa questão pessoal, e a pancadaria mais a difamação ganharam corpo na TV, rádio e nas mídias sociais. O Melo, por sua vez, tenta se esquivar das peças acusatória, sem baixar o nível. Para os especialistas o Melo está certo politicamente porque, segundo eles, quando um time da série A nivela-se com o da série D perde em qualidade, ameaçando inclusive a sua permanência no grupo. Não sei não, só o povo poderá responder condenando a baixaria, confirmando nas urnas o candidato que mais se identifica e confia, apostando na valorização da coisa pública, com mais educação, saúde, segurança e novas oportunidades de trabalho, emprego e renda.

Mario Dantas