E O DIA SEGUINTE?

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Dep. Serafim Correa

Dep. Serafim Corrêa

É provável que hoje seja votado na comissão o pedido de impeachment da presidente Dilma Roussef onde deverá, a menos que surja alguma surpresa de última hora, ser aprovado. Daí seguirá para o plenário onde o resultado é imprevisível já que o número de indecisos é capaz de desequilibrar o resultado para um lado ou para o outro.

Para barrar o pedido o governo precisa alcançar 172 votos contra ou ausentes, enquanto que a oposição precisa de 342 deputados presentes dizendo SIM. A presidente Dilma venceu as eleições vendendo ilusões e mentindo, com a ação desleal e mentirosa do marqueteiro João Santana. Quando assumiu, veio o mundo real e a casa caiu. Resultado: decepção, revolta e agora até mesmo intolerância e ódio, que é o pior dos mundos.

Ela perdeu as condições de governabilidade. Por essa razão, melhor que saia. Tenho claro que a ascensão de Michel Temer ao poder não será uma panaceia para todos os males. Que Dilma não oferece nenhuma alternativa para sairmos da crise é fato. Se ficasse, quais as propostas para o dia seguinte? Ela não tem. 

Michel Temer teria um fôlego inicial, mas não são sequer conhecidos os remédios que proporia, e sabemos que todos os eficazes são amargos e irão contrariar interesses, em especial das corporações que estão incrustadas no aparelho estatal.

O que irá acontecer no dia seguinte, seja qual for o resultado, é a dúvida atroz que preocupa a todos que pensam no amanhã. A verdade é que ficando Dilma ou entrando Temer não sabemos para onde o Brasil caminhará. Se é que caminhará. Esta é a questão: e o dia seguinte?

Mario Dantas