É mais difícil cumprir as metas da Agenda 2030 na Amazônia, diz representante da ONU

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A representante do Programa das Nações Unidas no Brasil (PNUD Brasil), Ieva Lazareviciute, afirmou que, na Amazônia, é mais difícil cumprir as metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU por causa das particularidades da região, entre elas: ter oito países envolvidos, mais de 1,5 mil municípios, 8 milhões de quilômetros quadrados, concentrar 50% da biodiversidade do planeta, ser a segunda área mais vulnerável depois da região do Ártico, entre outras características. “É necessário ter equilíbrio entre o meio ambiente e as questões econômica e social. Na Amazônia, é mais difícil para isso ocorrer”, disse.

A declaração foi feita durante a palestra magna do IV Seminário Internacional de Ciências do Meio Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia (Sicasa), que iniciou na tarde de ontem e vai até a próxima quinta-feira, dia 22, na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Lazareviciute deu alguns exemplos do que deve ser feito na Amazônia. “É necessário mais foco e mais investimento, melhorar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), superar os desafios na saúde – embora os índices sociais tenham melhorado -, reduzir as desigualdades de gênero, o desmatamento e as ameaças à biodiversidade, entre outros objetivos”.

“Essa é a última geração que ainda tem a oportunidade de salvar o planeta. Os pequenos gestos do dia a dia, como economizar água, não jogar lixo no chão, podem dos ajudar a fazer nossa parte. Se a gente não fizer isso, talvez a geração de nossos filhos e netos não tenha a mesma oportunidade”, disse Lazareviciute.

163b8ffa-2711-4622-b7ee-b5bdf76a21f0A oficial da ONU disse que o Brasil está na média quando se fala no cumprimento das metas da Agenda 2030. “Mas quando regionalizamos esses dados, vimos que muito tem a ser feito”, afirmou.

O professor Henrique Pereira, coordenador do Sicasa, disse que o evento deve deixar um legado para o cumprimento das metas da Agenda 2030 da ONU. “O Sicasa não é apenas um evento acadêmico. Ele mostra que a ciência pode ser útil e engajada. Esperamos que a pesquisa na Amazônia contribua para alcançar as metas de desenvolvimento sustentável”, declarou.

Abertura

A reitora da UFAM, Márcia Perales, abriu oficialmente o Sicasa. Além dela, participaram da mesa de abertura a professora Therezinha Fraxe, diretora do Centro de Ciências do Ambiente da UFAM, a professora Sandra Noda, coordenadora da Rede Interinstitucional de Estudos dos Agroecossistemas Amazônicos (REAA), o general Franklimberg Ribeiro de Freitas, representando o Comando Militar da Amazônia, a secretária da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Kátia Scweikardt, e o professor Henrique Pereira.

Áida Fernandes