DRIBLAR A CRISE

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Jefferson-Praia-banner-500x167_lateralAntes do fim do mês, o dinheiro acaba para muitos brasileiros.  Os mais experientes já sentiram a dor de verem seu dinheiro ser corroído dia a dia; os mais jovens têm o desprazer de serem apresentados a esse “bicho papão” que é a inflação.

Muitos pais devem ter relatado a seus filhos suas experiências, não muito prazerosas, sobre a inflação – elevação persistente no nível geral de preços ocasionando perda no poder de compra. “Vocês estão vendo que o dinheiro que antes dava para comprar diversos bens e serviços, agora não dá para comprar a mesma quantidade. Tudo está subindo de preço e o salário não acompanha.” Essa frase deve ter sido dita por muita gente.

A inflação estressa o povo. Ela maltrata principalmente os mais pobres. A pior coisa que tem é chegar ao caixa do supermercado e perceber que o dinheiro que você tem não é suficiente para pagar a conta. O cartão de crédito, para uma parcela da população, “salva a pátria”, mas devemos ter cuidado para não exagerar.

Tenho conversado com muita gente sobre esse momento difícil que estamos atravessando na economia brasileira. Alguns estão sintonizados com o que a realidade requer, mas para outros a “ficha” não ainda caiu. Os que estão procurando valorizar seu dinheiro o fazem das mais diversas formas: Dulcinéia quando viu que a grana não era suficiente para suprir as despesas da família, colocou todos os gastos numa folha de papel para perceber o que podia ser reduzido ou eliminado. Não titubeou, cortou o que não é essencial. Marília, também muito econômica, diante desses aumentos exorbitantes de energia, estabeleceu a seguinte regra em sua casa: ligar a luz só quando for realmente necessário e o condicionador de ar após as 22 horas. Mas, não parou por ai, acorda às 3 horas da manhã para desligar todos os condicionadores de ar.  Paulo tomou a seguinte decisão em seu lar: apenas um condicionador de ar pode ser ligado. Ele colocou os filhos para dormirem no quarto do casal; Amélia curte pesquisar antes de fazer qualquer compra e fica inconformada se souber que fez um péssimo negócio. “Gosto de verificar o preço e a qualidade do produto e não tenho vergonha de pechinchar. A péssima condução pelo Governo Federal da economia brasileira força as pessoas a usarem a criatividade para não terem dor de cabeça. O Miguel deixou de ir para o trabalho de carro – “economizo na gasolina e não enfrento esse trânsito louco”.

Bons exemplos são esses! Mas, tem aqueles que precisam mudar de comportamento em relação aos seus gastos ou não vão se dar bem na vida. Na casa da Franciete os gastos com alimentação continuam elevados por várias razões: o preço dos alimentos em geral tem subido bastante; a família não aceita reaproveitar a comida, ele desperdiçam muitos alimentos. Agnaldo gasta muita água: lava o carro e a calçada sem nenhum peso na consciência em relação ao bom aproveitamento desse recurso natural, fundamental para vida e para o seu bolso.

Se eu disser para você que é fácil controlar os gastos ou mudar de hábitos, poderei estar cometendo um exagero. Fugir da inflação não é fácil. Mas temos que ser radicais nessa questão!Devemos aproveitar as experiências de vida daqueles que dão valor ao dinheiro que ganham com tanto esforço, aprenderam a ter equilíbrio financeiro dizendo não a ansiedade de consumo, satisfazem suas necessidades e, têm uma vida feliz.

Roberto Brasil