Doenças cardiovasculares: o vilão global

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DIA-MUNDIAL-DO-CORAÇAOResponsáveis por aproximadamente 17 milhões de mortes no mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares representam o principal algoz da sociedade. A estimativa da organização é que, em 2030, mais de 23 milhões de pessoas sejam vítimas fatais devido a problemas cardíacos. Diante deste cenário, nesta segunda, 29, é comemorado o Dia Mundial do Coração, para lembrar que as adequadas mudanças no estilo de vida podem reduzir estes números.

Dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) mostram que a causa cardiovascular corresponde a 30% das causas de morte no Brasil. Para ser ter uma ideia, ocorreram mais de 80 mil internações apenas no mês de fevereiro de 2014 por doenças do sistema circulatório.

Segundo o cardiologista e consultor médico do Laboratório Sabin, Anderson Rodrigues, os problemas no coração geralmente decorrem de um crônico processo de agressão às paredes arteriais. Esta ação resulta na inflamação destas paredes e, consequentemente, no “adoecimento” das artérias, dando início aos “entupimentos” (aterosclerose), conhecimentos como placa de ateroma/gordura.

“Convém destacar que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte entre mulheres norte-americanas", destacou o Dr. Anderson Rodrigues

“Convém destacar que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte entre mulheres norte-americanas”, destacou o Dr. Anderson Rodrigues

O cardiologista explica que destes “entupimentos” ocorrem as piores consequências clínicas: Infarto do Miocárdio (IAM) e os “derrames”, denominados de Acidente Vascular Encefálico (AVE). “Convém destacar que as doenças cardiovasculares são a maior causa de morte entre mulheres norte-americanas. E, mesmo com os avanços tecnológicos, acima de 250 mil mulheres morrem a cada ano naquele país”, destacou, ressaltando que no Brasil a situação não é diferente. Levantamento do Ministério da Saúde aponta que todos os anos quase 20 mil mulheres morrem em decorrência de problemas cardiovasculares.

Ele também destaca que a última Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia aborda que homens e mulheres com condição socioeconômica baixa, pouca escolaridade, emprego de pouco status ou baixo apoio social possuem maior risco cardiovascular.

De acordo com o consultor do Laboratório Sabin, existem vários fatores para desencadear este processo, dentre os quais: “Colesterol alterado”, chamado de dislipidemia ou hipercolesterolemia/ hipertrigliceridemia, ou HDL-c baixo; “Pressão alta”, também denominada de hipertensão arterial sistêmica (HAS); Diabetes mellitus; Obesidade e sobrepeso; Tabagismo; Sedentarismo; Fatores psicossociais.

Uma das grandes “armas” contra o risco de doenças envolvendo o coração está na realização de atividade física. Anderson Rodrigues pontua que, após avaliação médica adequada, esta prática implica em benefícios substanciais à saúde (diante de 150 a 300 minutos/semanais de atividade de intensidade moderada) e benefícios adicionais à saúde (através da prática de 300 min/semana de intensidade moderada a alta).

No caso de crianças e adolescentes, o consultor do Sabin acrescenta que é de “extrema importância a redução do número diário de horas utilizadas em atividades sedentárias (TV, videogames, computador, telefone, tablets etc)”. Ele sugere que o tempo diário em atividades sedentárias seja de, no máximo, 2 horas, justamente para permitir a aplicação de exercícios físicos. “A recomendação de ser fisicamente ativo é bastante segura. Indivíduos saudáveis possuem um risco extremamente baixo de falecer, devido à prática regular de exercício”, avalia.

Roberto Brasil