DO “JARAQUI” ÀS BANANEIRAS NO ASFALTO

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Sexta-feira, 28 de abril, no dia da greve geral organizada pelas Centrais Sindicais contra as reformas do Temer, o Projeto Jaraqui, em sua nova edição, completou 5 anos de realizações. Entre tapas e beijos, as manifestações de rua representaram tensão entre representados e representantes. O povo nas ruas, capitaneado pelas Centrais, mostrou seu descontentamento contra as reformas imperiais, que o governo do presidente Michel Temer (PMDB) vem promovendo à revelia da vontade geral, pautando sua conduta no reducionismo do poder legislativo nos modos do presidencialismo de coalizão caracterizado por uma prática política “do toma lá, dá cá”, reduzindo à política em moeda de troca, do vil metal, as porteiras ministeriais. Fato comprovado pela Operação Lava Jato, que denuncia a maioria dos políticos tanto na Câmara como no Senado Federal por prática de corrupção, caixa 2 e outros crimes tipificados no pântano da política partidária.

PROJETO JARAQUI (PJ): O movimento se define por uma prática política suprapartidária capaz de agregar força em torno de projetos e propostas fundamentados nos valores republicanos em atenção às políticas públicas enquanto ação de Estado tendo por fim assegurar a todo e qualquer cidadão (ã) as garantias de seus direitos fundamentais assentados em nossa Carta Constitucional motivado pela participação popular, investindo na qualificação do voto, na ação articulada com os instrumentos de controle social – Ministério Público, Imprensa Livre, Meios de Comunicação Social, Mídia Social, Movimentos Populares, Sindicais, Professores, Estudantes e Representação Parlamentar comprometida com as questões sociais e o interesse público. O PJ iniciado na década de 70 ganhou nova versão a partir do dia 28 de abril de 2012, quando retomamos suas ações, na mesma Praça da Polícia – Heliodoro Balbi – desta vez sob a guarida do Coreto da Praça, transformado em Tribuna Popular, lugar de fala e das disputas de teses e propostas orientadas por concepções políticas diferenciadas quase sempre impulsionadas pela crítica social e a ética da responsabilidade numa perspectiva de sustentação da Democracia Direta. A celebração dos 5 anos do Projeto Jaraqui, no sábado, 6 de maio de 2017, das 10 às 12h, na Praça da Polícia, foi sem dúvida uma festa da Democracia, quando cultura, política e sociedade articulados no mesmo campo de força embalados pela vontade popular recorre a diferentes linguagens com foco na política como plataforma de poder capaz de catalisar a vontade e o interesse coletivo, impulsionando os meios necessários para combater as pragas da corrupção e da impunidade, devendo ser passado a limpo os poderes constitucionais para o bem do povo brasileiro e, em particular, o povo do Amazonas.

E AS BANANEIRAS: Na América Latina, as bananeiras constantemente são citadas na política quando se quer desqualificar políticos medíocres e corruptos. Fala-se da República das Bananas. Em Manaus, moradores do Coroado, da Zona Leste da cidade, depois de muito reclamar contra os buracos vulcânicos nas ruas resolveram protestar plantando bananeiras no asfalto. Em atenção ao ato, a Prefeitura de Manaus resolveu responder imediatamente com a operação tapa-buraco nas principais vias do bairro.  Por esta razão, moradores de outras Zonas da cidade resolveram, não só plantar bananeiras, mas, se mobilizar para o enfrentamento contra a Prefeitura e a Câmara Municipal, exigindo que a Câmara não se transforme num puxadinho do Gabinete do Prefeito e que os Vereadores cumpram com o seu dever, representando o interesse público em respeito ao voto popular caso contrário às bananeiras das ruas serão replantadas na Câmara de Manaus como ato de protesto pela subserviência de determinados Vereadores que de tão servil passaram a ser apelidados de “baba ovo” palacianos.

Roberto Brasil