Diretoria da Reino Unido é suspeita de desviar dinheiro de obras

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Nova eleição deve acontecer neste domingo para a escolha do novo presidente da área agremiação

O candidato à presidência da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade, Niceias Magalhães, entrou com uma denúncia no Ministério Público do Amazonas (MP-AM)e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra as diretorias presididas por Jairo Beira-Mar e Reginei Rodrigues, gestor anterior, pedindo a investigação nas contas da agremiação por suspeitar de desvio de dinheiro.

A Reino Unido possui convênio com o Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), e recebeu valor aproximado de R$ 3 milhões. O recurso era destinado à construção da quadra e de uma sala de aula no grêmio da escola. O acordo, fechado em abril de 2013, previa o término das obras em 3 anos, entretanto, não foi o que aconteceu.

O último laudo técnico da Seinfra, datado de fevereiro deste ano, atesta que os prazos para construção foram expirados e que a obra “está abandonada, sem vigia, tomada pela vegetação, que cresce em sua volta e no seu interior”.

O documento também afirma que foi verificada a inexistência do telhado em telha de aço galvanizado e do revestimento de piso, além de pedir a devolução de R$ 153.635,80 pelos serviços não executados.

Ainda em 2015, o pedido para realizar a terceira prestação de contas da Escola foi negado pelo órgão. Dois meses depois, ao conseguir realizar a prestação geral, ela foi indeferida. Nesse mesmo ano, representantes da escola de samba teriam solicitado um aditivo de mais de R$ 500 mil, que foi negado pela falta de recursos financeiros, totalizando assim o montante de R$ 2.865.452, em 88 recebidos.

Ao entrar em contato com o atual presidente, Jairo Beira-Mar, ele afirmou que as acusações não procedem.

“O que acontece é que esse projeto era para ser construído em um terreno, que precisava desapropriar 40 casas. Para não fazer isso, procuramos outro local lá no Igarapé do 40 e, como tem um solo vulnerável, foi preciso colocar mais 200 estacas que não estavam previstas. Isso onerou a construção, fora que essa obra só começou dois anos depois. Onerou tudo fora do previsto pela planilha ”, explicou ele, que classificou o movimento da chapa opositora como “sujo, pequeno e covarde”.

Quanto ao pedido de devolução da verba, Beira-Mar afirmou que não tem conhecimento sobre a determinação e que a Reino Unido da Liberdade não foi notificada.

Reginei Rodrigues informou que ficou surpreso com a denúncia e negou qualquer irregularidade nas contas da diretoria.

“Essa obra foi licitada e recebemos três parcelas do valor. Duas delas já estão no Tribunal de Contas para serem analisadas. A inda falta receber a quarta parcela. Nós não fomos notificados sobre qualquer procedimento da Seinfra ou de qualquer outro órgão sobre essa denúncia. Tanto é que no Carnaval deste ano, nós recebemos todos os recursos normalmente. Se houvesse alguma pendência, nós não poderíamos receber. A única coisa que posso pensar é que a chapa opositora quer prejudicar a nossa diretoria. Nós vamos esperar ser notificados”, relatou.

Eleições

Neste domingo (28), uma nova eleição deve acontecer para a escolha do novo presidente da agremiação. Apenas duas chapas concorrem, a chapa 1 de Reginei Rodrigues, e Chapa 2 de Niceias Magalhães.

Os apoiadores da chapa opositora alegam que foi criada uma “taxa de manutenção”, que contribui para que menos pessoas votem. Uma vez que só pessoas adimplentes podem exercer o direito ao voto. Reginei, da chapa 1, já foi presidente e reveza com Jairo no cargo. Eles possuem parentesco. Laize Minelli EM TEMPO

Mario Dantas