DILMA VÍRUS E AS CABEÇAS SEM LUZ

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Ademir-Ramos

Na Amazônia temos muita luz. Por aqui o sol se planta a germinar nas florestas, nos rios e no imaginário do nosso povo formas de saber, leituras e narrativas que embalam a nossa tradição seguida de ritos celebrados a noite para lembrar os feitos ou quem sabe motivar ainda mais os povos a sair do “buraco do tatu” e enfrentar os bichos visagentos que atemorizam nosso povo por meio de doenças contagiosas sem resposta por parte dos seus Pajés. Esses povos não temem a luz, temem o vírus mortal que se multiplica em nosso território, matando, quando não, impossibilitando as crianças, homens e mulheres de ver, pensar e agir com autonomia e determinação contra os males que lhes afligem. Como esse bicho é invisível não se sabe como combater ainda, apenas se conhece os males a se multiplicar no corpo da sociedade a criar cabeças sem luz, que na política significa dizer que os mandatários foram afetados pela arrogância do poder de que “o fim justifica os meios”. O Dilma Vírus, assim diagnosticado esta moléstia brava, vem sacrificando o povo de toda a forma, gerando desemprego em massa, inflação galopante, economia desorganizada, corrupção estruturante com profundas raízes nas instituições de Estado, afetando profundamente o senso moral dos políticos com grave ameaça de se espalhar não só no Planalto como também por toda a Ribeira provinciana.

DILMA VÍRUS: Que os Pajés e as pessoas simples não saibam muitas vezes explicar as razões do desmantelo social e econômico do Brasil é admissível, mas que os especialistas se valem de causas naturais para justificar esta praga que assola o país alegando que se trata de um ciclo natural que acontece por força da recessão internacional, afetando diretamente a dinâmica do mercado em nosso território é sem dúvida uma afronta a nossa inteligência. Não bastassem essas explicações despudoradas, os mandatários petistas e seus aliados criaram uma “verdade” como se eles estivessem acima do bem e do mal, fazendo crer que nada, absolutamente nada, era capaz de interceptar o seu projeto de poder, promovendo o fluxo financeiro dos bancos que se alimentam dos juros altos, temperado pela corrupção fundante que inauguraram nas agências de Estado dotada de uma engenharia corrosiva capaz de fazer inveja às facções internacionais do crime organizado. O Dilma Vírus é uma peste mortal que nasceu no berçário petista, costuma se desenvolver tanto nas águas sujas do PT, como também nas entranhas do poder executivo. Um dos principais sintomas é a mentira, a dissimulação, o cinismo e o escárnio. Fingem acreditar que estão acima do bem e do mal e por isso aparentam ter o controle da situação como num jogo de cartas, mirando suas metralhadoras para o Poder Judiciário na tentativa de implodir moralmente este Poder para que possam lamear a nação, instituindo desta feita a corrupção como regra de governo.

CABEÇAS SEM LUZ: Nas narrativas populares e nas culturas indígenas é recorrente a representação das cabeças seja sem luz, sem corpo, a representar voracidade, provocando medo e terror no povo, principalmente quando tem a seu favor a espada da lei e a força do Estado. Dois instrumentos necessários para a consecução dos objetivos Petista, que de forma estratégica se submeteram a vontade das urnas, mentindo e enganando a população através de uma “contabilidade criativa” a justificar os rombos no orçamento, que mais tarde foram investigado e comprovado pelo Tribunal de Contas da União, estando em desacordo aos marcos legais que regem o processo orçamentário do Estado, assim tipificado como crime de responsabilidade. O montante das pedaladas da Dilma – o rombo no orçamento – é superior a produção do Polo Industrial de Manaus só para ter uma ideia do assalto que este governo fez e tem feito contra o povo brasileiro. No entanto, os males da corrupção põem em teste as nossas instituições democráticas, inclusive a própria estrutura do Parlamento Nacional, que também foi contagiado pelo Dilma Vírus, que nasceu na floresta política do PT, contagiando seus pares da base aliada, o Presidente da Câmara Eduardo Cunha e o Presidente do Senado e do Congresso Nacional Renan Calheiros, ambos do PMDB.

COMBATE AO DILMA VÍRUS: Está provado e carimbado que este vírus não se explica por razões naturais e muito menos acidentais. Trata-se de um caso pensado focado no poder do Estado como disseminador da corrupção pautado na máxima imoral de que “todo homem tem seu preço”. A cepa do Dilma Vírus é o lulopetismo, que foi o seu habitat natural, com sintomas de um populismo mercantil assegurado por uma política compensatório desarticulada focada unicamente no rendimento eleitoral e não na integração das famílias ao processo de trabalho para resgatar a sua dignidade e com isso criar novas oportunidade de geração de trabalho e renda. O Bolsa família, na verdade se transformou na âncora do lulupetismo, que na política nacional tem se projetado acima do PT. No entanto, as próprias famílias começam a se sentir lesadas e passam a se manifestar contrárias as pedaladas e manobras feitas pelo PT, não aceitando mais as condições impostas de “massa de manobra” para justificar os desmandos do partido de Lula e de seus aliados quanto à corrupção e os rombos no orçamento.

O IMPEACHMENT: Além de ser uma realidade objetiva está assegurado em nossa Carta Magna (Art. 85 – Da responsabilidade do Presidente da República). Por isso, não se trata de golpe ou qualquer outra manobra que venha causar ruptura em nossa tradição constitucional. Ao contrário devem-se respeitar os processos jurídicos, mesmo considerando que a questão não se reduza a letra morta do Direito, visto que a Lei é meio e não fim. Significa dizer que o povo, não deve ficar de braços cruzados como expectador acompanhando a disputa entre os doutos da Lei. Ao contrario, a Nação deve participar com paixão, manifestando sua indignação nas ruas, nas praças, nas escolas, na mídia social contra a corrupção e a impunidade. Não se deixando vencer pelo medo do presente e nem tampouco por argumento pró-corrupção de que “o PT rouba, mas faz” por beneficiar milhares de famílias com Bolsas Sociais. Nessa circunstancia, o combate ao Dilma Vírus deve se transformar numa guerra social, mostrando que as políticas de Estado não devem ser vistas jamais como benefícios, mas como dever manifesto de uma política do bem-estar social numa perspectiva de garantia do Direito e da afirmação da dignidade de nossa gente. A participação em suas diversas frentes deve ser a mola motora desse processo de mudança, combatendo o vírus da corrupção e da impunidade para que possamos viver de forma saudável, negando nesta hora a indiferença e a omissão para que possamos reunificar forças em torno de um Brasil Republicano com mudanças imediatas no sistema eleitoral, criando normas de controle de qualidade da representação parlamentar, como também do próprio Executivo. Acreditemos nessa bandeira e lutemos por um Brasil socialmente justo, verde e amarelo.

Áida Fernandes