‘Dia Z’ de combate ao Aedes aegypti envolve sete mil servidores

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dia-z-combate-ao-aedes-01O ‘Dia Z’ de Combate ao Aedes aegypti, neste sábado (19) mobilizou mais de sete mil servidores das secretarias municipal (Semsa) e estadual de Saúde (Susam) na guerra contra o mosquito. Mais de 100 pontos estratégicos da cidade tiveram mobilização com distribuição de folders, adesivos e outros materiais educativos para alertar a população sobre os perigos da dengue, chikungunya e zika vírus. A abertura do evento foi na Bola do Produtor, no bairro Jorge Teixeira, zona Leste, e foi feita pelos secretários municipal e estadual de Saúde, respectivamente, Homero de Miranda Leão Neto e Pedro Elias.

Na abertura, os drones, aliados dos agentes de endemias da Semsa na identificação de focos de mosquito, foram apresentados à imprensa, assim como os carros e motos que vão fazer a borrifação (fumacê) nos locais com grandes focos do mosquito. “Estamos ampliando nossas ações de combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus. Com as imagens feitas pelos drones vamos visualizar locais, antes inacessíveis. Tecnologia de ponta gerando imagens em tempo real que serão avaliadas de imediato, gerando um tempo de resposta quase instantâneo, que serão utilizados nas visitas dos agentes de endemias”, informou o secretário municipal de saúde, Homero de Miranda Leão Neto.

O secretário Pedro Elias frisou que Semsa e Susam desenvolvem atualmente um trabalho conjunto, reforçado pelos decretos de situação de emergência no município e no Estado, na prevenção a uma possível epidemia. “Serão seis meses de ações desenvolvidas por meio do Plano Emergencial de Resposta a Epidemia por Doenças Infecciosas Virais”, garantiu.

Até o dia 18 de dezembro, Manaus tinha 60 casos notificados de zika vírus, sendo que um confirmado, cinco descartados e 54 permanecem em investigação, dos quais 11 de gestantes. Nenhum caso de grávida com microcefalia foi diagnosticado até agora em Manaus. 

dia-z-combate-ao-aedes-02Durante o ‘Dia Z’ foi aplicada nas residências a checklist contra o Aedes aegypti. Trata-se de uma metodologia simples, que deve ser feita a cada sete dias, pelos moradores em cada casa e vizinhança, para romper com o ciclo de desenvolvimento do mosquito. Verificar e remover águas limpas e paradas em caixas d’água, garrafas, pneus, calhas, entulhos estão entre as medidas.

Nas ações, fiscais da Vigilância Sanitária (Visa Manaus) também fizeram blitz em locais considerados de alto risco de focos do mosquito para averiguar a presença ou não de Aedes aegypti.

Estiveram presente no evento, as secretarias parceiras da Semsa nas ações, os secretários municipais de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Itamar de Oliveira Mar, de Limpeza Pública (Semulsp), Paulo Farias e o diretor-presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito, Eudes Albuquerque, e o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde, Bernardino Albuquerque, além da vereadora Socorro Sampaio e do vereador Rosivaldo Cordovil.

Teste

Atualmente, a circulação do vírus Zika em uma região é confirmada em algumas amostras, por meio de teste PCR. Em média, leva-se até 15 dias para a coleta, o envio ao laboratório de referência, o processamento, a análise e o resultado das amostras.

dia-z-combate-ao-aedes-03O teste deve ser feito, de preferência, nos primeiros cinco dias de manifestação dos sintomas. A partir da confirmação e caracterizada a presença do vírus na região, os outros diagnósticos são feitos clinicamente, por avaliação médica dos sintomas.

Vale ressaltar que o vírus Zika é de difícil detecção, pois cerca de 80% dos casos infectados não manifestam sinais ou sintomas.

Os números

Até o último sábado (12), foram notificados 2.401 casos de microcefalia (quadro relacionado à infecção por vírus Zika em gestantes) em 549 municípios de 20 unidades da Federação. Desses, 134 foram confirmados como tendo relação com o vírus, 102 foram descartados (não têm relação com a doença) e 2.165 estão em investigação.

O balanço mostra ainda que 29 óbitos por microcefalia foram notificados desde o início do ano: um no Ceará, confirmado como tendo relação com o zika; dois casos no Rio de Janeiro, descartada a relação com o zika; e 26 estão em investigação.

Roberto Brasil