Desaparecidos em naufrágio podem não ter conseguido sair de dentro do rebocador

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No naufrágio, o empurrador da empresa Bertolini se chocou com um navio da Mercosul Santos (Foto: Marcos Cantuário)

A Marinha começou a trabalhar com essa hipótese após varredura de 100km de cada margem do Rio Amazonas.

O comandante da Capitania Fluvial de Santarém, Ricardo Barbosa, informou que desde o dia do acidente entre o rebocador CXX da Bertolini e o navio Mercosul Santos, as equipes de buscas fizeram varreduras nas duas margens do Rio Amazonas próximo ao município de Óbidos, no oeste do Pará.

“A equipe realizou buscas nas margens do rio desde a ilha do Patacho até o local do acidente. As buscas foram realizadas em uma área de aproximadamente 100km em cada margem do rio”, contou capitão Ricardo Barbosa.

O comandante afirmou que toda a margem do rio já foi varrida diversas vezes, o que reforça a hipótese de que os nove desaparecidos não tenham conseguido sair de dentro do rebocador. “Foram 13 dias realizando buscas na superfície com a lancha da Capitania. Trabalhamos agora com a hipótese de que os desaparecidos não tenham conseguido sair do empurrador antes do naufrágio”, disse.

O Navio Patrulha Bocaina, que permaneceu quatro dias na área em que o rebocador da Bertolini naufragou, no Rio Amazonas, dando apoio às buscas dos desaparecidos, retornou à capital do estado do Pará no último domingo (13). No dia 10, a embarcação fez uma parada em Santarém para reabastecimento.

A empresa Bertolini deverá realizar a contratação de uma empresa de salvatagem nos próximos dias, segundo o comandante. “Após a contratação, será preparado um plano de salvamento para a reflutuação rebocador. Este plano tem que ser apresentado à Marinha para aprovação”, finalizou.

*Com informações do G1

Roberto Brasil