Dermilson Chagas critica reforma sindical proposta pelo governo federal

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Durante o Grande Expediente desta terça-feira (11), na Assembleia Legislativa do Amazonas, o deputado estadual Dermilson Chagas (PEN) voltou a reforçar seu posicionamento contrário à reforma trabalhista e sindical proposta pelo governo federal. Segundo ele, as propostas precarizam os direitos dos trabalhadores.

O parlamentar destacou um dos pontos da reforma trabalhista já aprovada pelo Congresso que é a terceirização, uma vez que, a forma de contrato é discriminatória com os trabalhadores. Ele também criticou sindicatos que defendem a contratação de 20% do efetivo das empresas de forma terceirizada, inclusive, em convenções coletivas.

O tema foi profundamente explorado em audiência pública realizada pelo deputado na segunda-feira, 10, na Aleam. Na ocasião os convidados se manifestaram totalmente contrários à reforma trabalhista e criticaram a terceirização.

Entre os convidados, estiveram presentes, a OAB, o corregedor do Tribunal Regional do Trabalho (TRT),  Audaliphal Hildebrando; o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no Amazonas (MPT-AM) Jeibson Justiniano; presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) Antônio Mardomio; o juiz da 17ª Vara do TRT Sandro Nahmias, a representante da Ordem dos Advogados seccional Amazonas (OAB-AM) Aline Laredo, e representantes das entidades relacionadas ao tema.

O deputado apontou que a reforma sindical também é uma preocupação levada à tribuna pelo parlamentar, pois ela virá de forma avassaladora e atingirá o trabalhador. Ele exemplificou algumas atitudes dos sindicatos que prejudicam os trabalhadores. “Há de se ressaltar que tem presidente que usa o sindicato para se beneficiar. Eles querem escolher qual empresa vai transportar o trabalhador, fornecer alimentação, plano de saúde e empréstimo consignado. Se não tiver, eles fazem greve, até o cartão de crédito querem escolher para o trabalhador, deve ter algo por trás disso, sem dúvida”.

Para Dermilson Chagas, que foi superintendente regional do trabalho por sete anos, é preciso ter cuidado com a representatividade. “Vale a pena ressaltar que não são todos os sindicatos, mas quero dizer que tem sindicato com o mesmo presidente há 30 anos. Não tem uma data limite, fica eterno e quando uma classe dentro do segmento vai contra o sindicato, eles fazem manifestação até a empresa demitir. É contundente a reclamação de muitos trabalhadores que dizem que tinham um seguro bom, mas que foi trocado pelo sindicato”, destacou.  [Mercedes Guzmán]

Áida Fernandes