Deputados elegem na terça-feira mesa diretora da Frente Parlamentar em prol da BR-319

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Dep. Marcos Rotta

Dep. Marcos Rotta

Os deputados federais das bancadas do Amazonas, Rondônia e Roraima vão escolher, na próxima terça-feira (24), o presidente, vice e secretário executivo da Frente Parlamentar em Prol da BR-319. Fundamental para interligar a Região Amazônica ao restante do Brasil, a BR-319 possui trechos intransitáveis e, desde sua inauguração, passou somente por obras paliativas.

Uma das partes mais críticas está entre os KM 255 e KM 655. O serviço de asfaltamento foi suspenso judicialmente por liminar em favor do Ministério Público Federal (MPF). Depois de embargar as obras, recentemente o Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) decidiu autorizar a realização da intervenção.

A mudança de postura do Ibama, no entanto, não foi suficiente para que o MPF também voltasse atrás em sua decisão. No lugar do asfalto, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) vem realizando obras emergenciais, que não garantem o funcionamento regular da estrada.

O asfalto que resiste ali ainda é o mesmo que foi colocado na construção, durante a ditadura militar. A Frente Parlamentar será lançada em 9 de dezembro, com o objetivo de acompanhar, fiscalizar e criar mecanismos para a recuperação da rodovia.

A dificuldade de transitar atrapalha não só a locomoção de pessoas, mas o escoamento de mercadorias. “Os estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre são diretamente afetados pela situação em que a BR-319 se encontra, sobretudo por causa da dificuldade do escoamento da produção”, informa o deputado federal Marcos Rotta (PMDB-AM), idealizador da Frente Parlamentar.

“Hoje o Amazonas é o único estado brasileiro em processo de isolamento terrestre com o restante do País”, acrescentou Rotta.  Uma das sugestões para que a repavimentação da via ocorra sem prejuízo da questão ambiental é a transformação da BR-319 em uma estrada-parque.

“As estradas-parque permitem o tráfego de veículos ao mesmo tempo em que garantem a preservação das áreas de proteção ambiental”, explica Rotta

Roberto Brasil