Deputados divergem quanto as medidas anunciadas pelo Governo do Estado

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aleam-votaçao-projetosDa Redação – Nesta terça feira (24), no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), vários deputados se pronunciaram sobre as mudanças anunciadas pelo Governo do Estado na área da saúde.  Alguns justificaram e disseram que se pretende otimizar os serviços, outros informaram que acionarão os Ministério Público e Federal contra a medida e o fechamento das UBS.

Dep. David Almeida

Dep. David Almeida

O deputado David Almeida disse que o arrecadado pelo Estado é menor que foi arrecadado em 2010 e as medidas anunciadas se referem a uma atenção integral em saúde, com eficiência e eficácia. “O Ministério da Saúde prega a atenção em saúde da família e o atendimento descentralizado é mais oneroso. O que o governo do Estado está fazendo é otimizar os  serviços com atendimento a todos e ao mesmo tempo diminuindo os custos. O Estado do Amazonas é o estado da federação que mais gasta em saúde. Vinte e dois por cento do seu orçamento vai para esta área. Duzento e sessenta milhões de reais por ano são gastos com atenção básica em saúde, mesmo não sendo sua atribuição, mas deste gasto o SUS não repassa nada ao estado”, afirmou.

Para evitar o fechamento das UBS

Com o objetivo de evitar o fechamento das unidades de saúde do Estado e realizar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre os poderes municipal, estadual e federal, para se construir uma alternativa para resolver os problemas no sistema de saúde estadual, o vereador Waldemir José e o deputado estadual José Ricardo, ambos do PT, entraram na tarde de segunda-feira(23), com representação junto Ministério Público do Estado (MPE) e Ministério Público Federal (MPF).

O questionamento seria sobre o fechamento de unidades de saúde importantes para a população amazonense, como o hospital Cardozo Fontes, Centros de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caics) e Centros de Atenção Integral à Melhor Idade (Caimis).

Dep. José Ricardo

Dep. José Ricardo

Para o deputado José Ricardo, nesse momento de crise, o governo do Estado deveria acabar com aditivos milionários de obras, combater a sonegação fiscal e cobrar de quem não paga imposto, além de retirar as empresas terceirizadas dos hospitais, que só visam lucro e não a qualidade do atendimento à saúde, convocando todos os aprovados no último concurso.

“Sobraria muito dinheiro para manter a saúde pública, que já estava dramática e ficará ainda pior com toda essa mudança anunciada por Melo. Porque o que mais dói são as pessoas que estão morrendo pelo precário atendimento, bem como os servidores sendo prejudicados”, disse o deputado petista. Ressaltou também que espera uma profunda investigação dos Ministérios Públicos e que irá propor na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) a realização de Audiência Pública para debater essa nova estrutura na saúde, que envolve fechamento de unidades importantes.

A proposta de mudança está prevista para acontecer em junho, por isso, os parlamentares solicitaram do MPE e MPF medidas imediatas para suspender o fechamento das unidades de saúde, a fim de conter maiores danos á saúde da população amazonense. (Mercedes Guzmán)

Roberto Brasil