Deputados ainda confundem por que Dilma deve ser julgada

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deputados-pro-e -contra-impeachmentDiscursos e conversas mantidas por deputados no plenário da Câmara nas primeiras sessões sobre o pedido de impeachment mostram que — para além das justificativas políticas — muitos não sabem os crimes pelos quais querem tirar Dilma Rousseff. Os que se arriscam a detalhar as acusações incluem as pedaladas de 2014, que ficaram fora do relatório, e, não raro, dizem que o julgamento é fortalecido por decisão do TCU, quando o tribunal ainda não analisou as contas de 2015.

A contabilidade de 2015 — analisada no pedido de impeachment — deve ser julgada no TCU apenas em julho. Muitos deputados se alarmam quando confrontados com a possibilidade de aprovação. “Seria um constrangimento”, diz um democrata.

Cresceu no PSDB a resistência de integrantes da sigla em participar de uma eventual gestão Temer. “Seremos sócios minoritários de um governo em crise”, diz um deputado.

A desistência do PSDB seria um duro golpe à proposta de governo de salvação nacional feita pelo vice-presidente.

O PMDB considera abrir mão da relatoria do impeachment no Senado para evitar contestações na Justiça de que é parte interessada na saída de Dilma. Como solução, Aécio Neves sugeriu Ana Amélia (PP-RS).

A oposição calcula ao menos 22 votos contra o impeachment no Senado. “Não é impossível o governo reverter”, alerta um rival do Planalto. Dilma precisa de 28 votos para se salvar lá caso perca na Câmara.

A previsão inclui o cenário em que Michel Temer “apanhará” todos os dias.

(Com Folhapress)

Roberto Brasil