Deputado diz que destituição do PMDB é estupro

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Dep. Vicente Lopes

Até então restrito aos bastidores, um racha dentro do PMDB , acirrado pela eleição suplementar, veio à tona, ontem, com as manifestações revoltadas dos deputados estaduais Vicente Lopes e Wanderley Dallas, destituídos, respectivamente, da liderança e vice-liderança do partido na ALE/AM. “É um estupro ao regimento da Casa”, disparou Vicente Lopes sobre a decisão do PMDB. “Truculência”, definiu Dallas. Ambos dizem sofrer retaliação porque não apoiam Eduardo Braga na eleição.

Vicente e Dallas contestam o ofício enviado pelo PMDB à ALE/AM, que delega à deputada Alessandra Campelo a liderança do partido, e deixa desocupada a vice-liderança. O documento diz que a decisão foi tomada pela Executiva da legenda “e parlamentares”, no dia 27 de julho.

“O documento é falso, mentiroso”, disse Vicente, lembrando que na ALE/AM só há três membros do PMDB, e que ele e Dallas não participaram da tal reunião. O deputado argumentou que a escolha de lideranças no Legislativo é feita pelos membros do Poder. Já Dallas chamou Alessandra de “traidora” e classificou a decisão do PMDB de “tirana, estúpida e grosseira”. “O povo vai responder a isso”.

Da tribuna da Assembleia, ontem, a deputada Alessandra Campelo chamou  Dallas de “mentiroso” por tê-la acusado de preencher os cargos da vice-liderança. Dallas diz que a informação é da direção da Casa. Ela diz que não o fez.

O secretário-geral do PMDB, Miguel Biango, afirma ser natural a rotatividade na liderança, confirma que Vicente e  Dallas não estiveram na reunião que definiu a questão e jura que não houve “boicote”: “Precisávamos de uma liderança que estivesse alinhada com o processo eleitoral”, justificou.

SIM&NÃO/Portal A Crítica

Roberto Brasil