Delegado rebate acusações que decapitações foram feitas por policiais

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O delegado disse que as decapitações serão investigadas com responsabilidade (Foto: Divulgação)

O titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, o delegado Juan Valério, se pronunciou sobre os casos de decapitações registradas nos últimos dias na cidade de Manaus. Ontem uma cabeça foi encontrada no Ramal Santo Antônio, na AM-010. Dois homens decapitados também foram localizados na mesma área de mata no KM 47, no último sábado (3).

O delegado rebate as acusações que as decapitações foram feitas por policiais militares. Ele também destaca que as execuções estão relacionadas com a morte do soldado da PM, Paulo Sérgio Portilho.

“Estes corpos que foram encontrados estão com características típicas de execuções do crime organizado, até porque, sabemos que com essa atitude deles de executar o policial militar foi atraída muita atenção para aquele local. Então, atrapalhou o comércio ilegal que eles estavam fazendo lá. Acabou quebrando todo o movimento que eles estavam fazendo e trouxe a tona tudo que ocorre nas invasões”, disse.

Segundo os policiais, a suspeita é que um dos corpos encontrados no ramal no último sábado, seja o do Isaac Santos, o vulgo “Trem Bala”, que está sendo procurado por participação na morte do soldado Portilho. No mesmo dia, no perfil “Trem Bala Potência Máxima” no Facebook, que pertencia a Isaac, amigos lamentaram a morte do rapaz e acusaram a PM de tê-lo assassinado em vingança.

“Os integrantes da cúpula da organização criminosa não ficaram satisfeitas com tudo isso. Esses próprios criminosos são alvos das próprias facções criminosas. A outra possibilidade do que tenha acontecido é que essas pessoas envolvidas com o tráfico podem estar usando tudo isso como pano de fundo, para realizar execuções. Seja por disputa por território do tráfico ou por outros motivos”, comentou o delegado Juan.

O titular da DEHS também afirma que “não se pode acusar os policias”. “A família  compareceu ontem na delegacia e tomamos os depoimentos. Agora tem um detalhe, não se pode simplesmente acusar os policiais, até porque, a Polícia Civil e Militar estão trabalhando em conjunto para prender esses indivíduos como manda a lei”, destacou.

Conforme Juan, as decapitações recorrentes na cidade de Manaus não se podem ser consideradas como “atípica”. O delegado também destaca que tudo seja investigado com responsabilidade.

“Esse tipo de situação não é atípica. Não está ocorrendo só agora. Isso já ocorreu no sistema prisional. As vezes ocorre na nossa cidade, e sempre envolve o crime organizado, mas não vamos descartar nenhuma possibilidade. Tudo será investigado. Agora com muita responsabilidade. Não podemos ir acusando os membros da segurança pública do Estado, simplesmente por terem divulgado a foto dos envolvidos. Pessoas podem ter feito isso, justamente para culpar outras”, completou.

(Do Portal A Crítica)

Roberto Brasil