Deficientes físicos cobram melhorias em transporte e segurança no Viver Melhor

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Da Redação – Pessoas com deficiência do Viver Melhor demandam melhorias no transporte e relatam suas dificuldades para se transportar de um lugar a outro dentro de Manaus, como também falta segurança. O registro foi nesta sexta feira (24) na ação social no Escola Municipal de Educação Infantil Professor Caio Carlos Frota de Medeiros, na Rua Alameda A, Lagoa Azul.  A iniciativa foi da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) em parceria com os Amigos Solidários, Cetam, Delegacias da Mulher, Defensoria Pública. Foram disponibilizados serviços de saúde com a Carreta da Mulher, testes rápidos (HIV, entre outros), registro para Bolsa Família, atendimento da Defensoria Pública e Delegacia da Mulher e embelezamento.

Daniel Sena, representante dos deficientes físicos do Viver Melhor, falou sobre os principais problemas por eles enfrentados. “Para quem é deficiente ou cadeirante o problema é o transporte de lugar a outro. Já solicitamos estas melhorias no transporte público. As autoridades municipais já estão sabendo, mas até agora nada. Inclusive teremos uma audiência pública no próximo dia 05 junto a Defensoria Pública e esperamos que finalmente sejam tomadas as providencias”, destacou.

O secretario da Semash, Elias Emanuel, veio com a resposta de imediato. “Iremos acionar a SMTU para tentar melhorar o transporte público das pessoas com deficiência porque os ônibus agregados à frota de Manaus tem elevador”. Ele também falou sobre a falta de segurança. “É responsabilidade do estado, mas como Prefeitura não podemos ficar de fora e hoje estamos aqui com a Defensoria Pública e entendo que temos que trabalhar mais para resolver esta situação de insegurança”, disse.

Contra violência à mulher

“A atividade faz parte da Campanha dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres. Infelizmente temos no estado do Amazonas números elevados de casos de violência contra a mulher. Aqui em Manaus estamos acompanhando a cinco mil mulheres, a maioria são casos de violência física, psicológica, sexual, assédio que denigram as mulheres. Elas precisam conhecer e exercer seus direitos e registrar o BO para que pare esta situação de violência”, salientou a subsecretaria de Politicas Afirmativas para as Mulheres, Socorro Sampaio.

A presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, Maria Glória Carvalho da Silva, disse estar executando o plano de trabalho. Destacou o monitoramento das politicas públicas da mulher na área de saúde e referente ao serviço de saúde nas maternidades e unidades de saúde em geral. Qualificou de precário o atendimento. “Sabemos que a demanda é maior que a oferta, mas recomendamos melhorar a estrutura destes serviços e capacitar e sensibilizar os recursos humanos”, afirmou.

Segurança na área

“É importante estas ações sociais, deveria ter mais vezes, pois apenas contamos com uma UBS aqui. O transporte para as pessoas com deficiência é precário porque tem que fazer transbordo e os ônibus chegam lotados. Não tem ônibus para o T-5, falta segurança esta área esta sendo invadida, convivemos com traficantes de drogas e se as autoridades não tomarem as providencias do caso, as crianças serão os traficantes no futuro, solicitamos mais segurança no bairro”, pede Juracy dos Santos Pereira, moradora do local há quatro anos.

Mercedes Guzmán

Roberto Brasil