Defesa de ex-ministro Antonio Palocci vai tentar habeas corpus

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O ex-ministro Antonio Palocci, preso na Lava-Jato, optou por buscar um acordo com os procuradores de Curitiba (Reprodução)

Os novos advogados do ex-ministro da Casa Civil e da Fazenda Antonio Palocci manterão o habeas corpus ajuizado no Supremo Tribunal Federal (STF) pelos antigos advogados do petista. Apesar de negociar com a força-tarefa da Lava-Jato um acordo de colaboração, a defesa de Palocci entende que um eventual acerto não tem relação com o fato de o petista estar preso ou não. Por isso manterá o pedido, que ainda será julgado pelo plenário do Supremo.

Palocci foi citado nas colaborações de executivos da Odebrecht, de João Santana e Mônica Moura, responsáveis pelo marketing de campanhas do PT desde 2006. O ex-ministro teme ser condenado nos atuais e novos processos no âmbito da Lava-Jato. Por isso, optou por buscar um acordo com os procuradores de Curitiba.

O escritório Bretas Advocacia, que defende Palocci, informou ontem em nota que “desistir ou prosseguir no habeas corpus é uma escolha livre e exclusiva da defesa, sem qualquer interferência, muito menos exigência, do Ministério Público Federal (MPF)”.

A desistência de dar continuidade a pedidos de habeas corpus por solicitação da força-tarefa só ocorre quando as negociações em torno de uma delação já estão avançadas, o que não seria ainda o caso do ex-ministro petista. A defesa do ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht, por exemplo, só retirou do STF os pedidos de liberdade em seu nome em julho de 2016, três meses depois do início das negociações.

Na sexta-feira, o petista oficializou a dispensa do advogado José Roberto Batochio. Em nota, o advogado afirmou não atuar em casos em que a colaboração premiada é a principal estratégia de defesa do cliente.

(DA AGÊNCIA O GLOBO)

Roberto Brasil