Defesa Civil do Estado emite alerta de cheia para municípios do Alto Solimões

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As chuvas em países vizinhos têm influenciado na subida do nível dos rios na região amazônica

As chuvas em países vizinhos têm influenciado na subida do nível dos rios na região amazônica

A Defesa do Civil do Estado emitiu alerta de cheia para todos os nove municípios do Alto Solimões, nesta quinta-feira, 19 de fevereiro. A informação foi repassada pelo secretário adjunto do órgão, Hermógenes Rabelo, durante reunião da 2ª Câmara Técnica sobre a Enchente 2015, na sede do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), no Tarumã, zona oeste de Manaus.  Na ocasião, órgãos estaduais e do Governo Federal discutiram medidas de auxílio às vítimas.

De acordo com Hermógenes Rabelo, a previsão é que a cheia alcance a região do Alto Solimões em um mês, atingindo 30 mil famílias. ”Os  municípios dessa calha do Alto Solimões já estão em atenção máxima”, disse, ao destacar que a Defesa Civil monitora a situação na região.

Segundo dados da Defesa Civil do Estado, a cheia atinge nove mil famílias na calha do Juruá, onde o Governo do Amazonas já iniciou a ajuda humanitária, com o envio de 32 toneladas de alimentos e medicamentos. A região do Purus também está sendo monitorada. ”No Purus, caso necessário, vamos mobilizar toda a estrutura necessária do Governo do Estado para atender a população”, afirmou Hermógenes Rabelo.

Clima – Conforme monitoramento do Sipam, as chuvas em países vizinhos têm influenciado na subida do nível dos rios na calha do Solimões e Amazonas. ’’A cheia preocupa. Os grandes excedentes de chuva têm ocorrido fora do Brasil, em países como o Peru, na costa oriental dos Andes e em território boliviano. Esses excedentes em estação chuvosa significam volumes grandes de chuva e isso deve persistir nas próximas semanas. As áreas que estão afetadas tendem a sofrer por um tempo nessa condição”, afirmou o meteorologista do Sipam, Ricardo De La Rosa.

A Secretaria de Produção Rural (Sepror) também planeja ações para auxiliar os agricultores afetados pela cheia. De acordo com o titular da pasta, Valdenor Cardoso, o Governo do Estado já estuda anistia aos produtores que perderem a produção por conta da cheia, a partir da avaliação de cada caso. “Nas áreas de várzea já registramos alguma perda de produção e estamos acompanhando, para prestar a assistência necessária”, disse o secretário.

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Roberto Brasil