Debate de candidatos ao governo na TV Amazonas

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Debate TV Amazonas / Foto: G1

Debate TV Amazonas / Foto: G1

Da Redação – O debate dos cinco candidatos ao governo do Amazonas mais bem posicionados na opinião pública promovido pela Rede Amazônica de Televisão nesta noite de terça-feira, 30, não foi tão diferente dos outros já acontecidos em outros locais. Os quatro blocos estabelecidos pela coordenação da emissora parece ter funcionado, porque levaram os candidatos a mostrarem seus programas de governo sem agressão pessoal.
Apenas o candidato do PSB, deputado estadual Marcelo Ramos, quando solicitado a perguntar para o candidato do PMDB, senador Eduardo Braga, tentou puxar o tapete de Braga perguntando sobre o repasse de R$500 milhões para o Município de Coari, quando o prefeito era Adail Pinheiro, hoje no presídio.

Braga saiu pela tangente pedindo desculpas ao público e ao telespectador pelo “despreparo” de Ramos, e pediu que o candidato socialista se concentrasse nos projetos de campanha para o governo. Foi quando Marcelo replicou o ataque de Braga lembrando que não fora ele que agrediu fotógrafo, deficiente e nem expôs a deputada federal Rebeca Garcia, vice na chapa de Braga.
Outro que se destacou pelas respostas foi o governador e candidato à reeleição José Melo. No primeiro bloco se saiu de banda diante do questionamento de Ramos. Este perguntou porque Melo não aproveitava os dois andares do Cecon para melhorar as condições físicas do prédio, para melhor atender os pacientes; perguntou ainda sobre os 500 pontos de internet grátis prometido pelo governo, mas que não tinham sido instalados.

Melo negou que existam os dois andares citados por Ramos e alegou que há dificuldades na implantação da internet. Marcelo aproveitou para demonstrar que seu governo vai “sentar” com todos os setores (operadoras e Governo Federal) e resolver o problema de internet para o interior do estado. Na tréplica, Melo arrematou: “se você conseguir o que está prometendo tiro o chapéu!”

Em todos os assuntos elaborados pela coordenação do debate, como serviço público, educação, mobilidade urbana, saúde, segurança pública e meio ambiente, os candidatos se mostraram mais interessados em mostrar suas qualidades de gestor do que debater os programas que cada partido ou coligação tem. Ramos utilizou a técnica do “eu sozinho”, por entender que os demais candidatos são laranjas.

De todos, o candidato do PSTU, Herbert Amazonas não se saiu bem e propicionou que seus adversários tirassem proveito de seus questionamentos. O candidato do PMN, deputado Chico Preto, mostrou a que veio, ora “batendo forte” em Ramos, ora dando a entender que estava ali apenas para debater e confrontar seu pensamento político com os demais.

Braga procurou deixar claro que estava ali para mostrar números do que fez e do que poderá fazer, com a ajuda do Governo Federal, caso a presidente Dilma Rousself seja reeleita. Melo procurou debater os números de seu governo e se dirigiu muito a questionar Amazonas. Mudou de tática quando Braga passou a mostrar os “desmandos” do seu governo na segurança pública, na mobilidade urbana e até na saúde. Parece que o candidato do PSOL, Abel Alves, fez falta no debate por toda sua trajetória política no Amazonas.// (Jersey Nazareno)

Mario Dantas