David Almeida chama de “farsa” as denúncias da oposição

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Dep. David Almeida

Dep. David Almeida

O deputado David Almeida (PSD), líder do Governo na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), usou o tempo de liderança na manhã desta terça-feira (26) para declarar que muitas denúncias levadas à Casa Legislativa não passam de “farsas e mentiras”. O parlamentar se referiu à denúncia levada em plenário pela deputada Alessandra Campêlo (PMDB) de que os policiais militares estariam comendo alimento estragado nas Companhias Interativas Comunitárias (Cicoms).

Almeida lembrou duas outras situações que demonstram a farsa nas denúncias. A primeira, no início da legislatura, quando um jovem jogou dinheiro falso no governador, como se fosse uma manifestação e no dia seguinte foi descoberta a farsa. A segunda situação foi um vídeo apresentado em plenário de que o governo estaria atrasando três meses de salários a servidores. 

“Na manhã de hoje trouxeram outro vídeo. Uma pessoa dizendo ser policial de uma Cicom, o qual afirmava estar comendo tapuru. Isso é preocupante. É muito complicado você colocar uma situação dessas para querer os holofotes, a mídia e trazer para si um protagonismo que não tem. Mais uma mentira, isso está ficando usual. Eu liguei para a companhia e fui informado que isso nunca aconteceu”, criticou.

Almeida lamentou a situação, alegando que o parlamentar tem que ter responsabilidade com o mandato e com o que leva para o plenário. “O indivíduo faz um vídeo, formata uma denúncia, joga na mídia e quer imputar ao governo a culpa. As pessoas mal intencionadas vem à tribuna mentir, querer enganar e querer fazer disso uma verdade, mas chega disso aqui. Temos que ter responsabilidade com o nosso mandato, com aquilo trazemos para a Assembleia para não querer aqui, apenas posar como salvador da pátria”, pontuou.

O parlamentar indignado assumiu que o governo tem dificuldades e problemas, mas que usar desse tipo de artifícios para querer imputar culpa aonde não existe, não será aceito e que a partir desse momento irá trazer para o plenário os fatos, como os que aconteceram no governo do PMDB de Eduardo Braga.

“Eu vou dizer um fato. Na Avenida Brasil, na entrada da Ponte Rio Negro tem uma Escola de Tempo Integral chamada Áurea Braga, com auditório, piscina, refeitório, ginásio coberto. Uma escola muito linda e em frente a escola tem quatro ferros retorcidos, que era um monumento em homenagem a ponte Rio Negro, custou mais caro que a escola. Isso foi construído no governo do Eduardo Braga, que está sendo processado porque uma escola custou mais barato que aqueles ferros retorcidos. Aí “eu” venho para a tribuna para falar de uma alimentação que não foi servida na polícia, na Cicom, só para querer o protagonismo”, disse.

Almeida ao final informou que apesar de todos os problemas e dificuldades, o governo está resolvendo a situação dos policiais civis e militares do Estado com relação à alimentação. “O governo está estudando uma maneira de repassar esses valores que hoje são pagos a uma empresa alimentícia para o policial, seja direto no salário ou através de ticket para que ele possa fazer sua alimentação em casa da melhor maneira possível”, finalizou.

Mario Dantas