DAS ELEIÇÕES ÀS LUTAS SOCIAIS

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Ademir-RamosNós brasileiros vivemos momentos de desencanto com o impeachment da presidente Dilma Rousseff e com a iminente prisão do ex-presidente Lula por ter transformado o PT, um dos principais partidos da República e m uma “organização criminosa” como acusam os agentes do Ministério Público Federal amparado nos fatos que dão musculatura aos processos em curso na Justiça Federal e, particularmente, na Suprema Corte, a requerer a prisão do ex-presidente Lula da Silva como “El comandante” desta rede de corrupção deflagrada pela operação Lava-Jato com ramificações internacionais. O que era um sonho – segurança no trabalho, distribuição de renda, justiça social, combate as desigualdades, políticas públicas de qualidade e a participação social como motor da Democracia, entre outras conquistas – virou um pesadelo resultando na precarização das políticas públicas, flexibilização das conquistas sociais e trabalhistas, desemprego em massa somado a extrema pobreza que se multiplica por todo o País tanto no campo como nas cidades causando sofrimento aos brasileiros, que caminham de forma errantes tocados por salteadores e lobos valendo-se da herança política petista para realinhar a economia nacional aos interesses das grandes corporações do capital, prometendo fazer do Brasil um Parque de Investimento e com isto, a acelerar mais ainda a insegurança social, a precarização das políticas públicas e toda “questão social” que passa a ser regida por interesses de mercado. O golpe que o PT perpetrou contra a Nação vai exigir determinação e coragem dos brasileiros para vencer as amarras impostas pelo PMDB apostando nas lutas sociais, não mais enquanto cooptação, mas, articuladas socialmente, capazes de se firmar de forma soberana frente ao domínio político dos mandatários e seus aliados, posicionando-se contrários a exploração econômica dos oligopólios internacionais avalizados pelo Congresso Nacional na tentativa de dominar e controlar os segmentos estratégicos da indústria nacional no campo e nas cidades.

AS ELEIÇÕES E AS LUTAS SOCIAIS: Um dos nossos males, socialmente falando, é que não temos uma base social organizada. O PT que nasceu desta base valeu-se desta prerrogativa para assaltar os seus próprios companheiros, recorrendo à prática da corrupção como ação estruturante de um governo para favorecer o enriquecimento da direção imoral e corrupta do Partido juntamente com os seus aliados. Treze anos de governo constata-se que não se criou as condições objetivas para que os trabalhadores e suas organizações de classe pudessem atuar com soberania em defesa das questões socais, ao contrário promoveram a cooptação, vinculando mais ainda os interesses das lutas sindicais e do próprio movimento social à vontade do poder dominante caracterizado pelo mandonismo petista. Por esta razão as eleições municipais que têm um caráter distrital em sua forma, não se reduzem somente as questões locais é precisa encarar o sufrágio estrategicamente capaz de analisar o quanto pode ajudar a avançar nas lutas sociais, quebrando com o mandonismo petista ou de qualquer outro Partido sobre as forças dos movimentos sociais. Neste contexto é importante que se analise os candidatos, suas propostas e seus partidos considerando o futuro embate que teremos em defesa dos Direitos Sociais de combate a Precarização das Política Públicas, sabendo e conhecendo a trajetória dos candidatos quanto à sua autonomia frente aos poderes constituídos, votando de forma consciente no candidato que não tem rabo preso com Partido e Governo corrupto e muito menos comporta-se como pau-mandado de alguma organização criminosa presente no Estado.

Roberto Brasil