Cunhantã Digital define ações para atrair meninas para os cursos de tecnologia

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O Censo 2014 da Educação Superior publicado pelo Inep apontou que do total de matrículas realizadas nos cursos de exatas, somente 30% são de mulheres. Para mudar isso e atrair mais meninas para a área, surgiu o movimento Meninas Digitais. “Os homens precisam aceitar que as mulheres são importante em todos os espaços. Pesquisas mostram que equipes mistas trabalham melhor. E isso é uma discussão de todos os gêneros”, disse o professor da UFMT, Cristiano Maciel, coordenador geral do movimento pela Sociedade Brasileira de Computação.

Ele esteve hoje pela manhã no I Fórum Cunhantã Digital, movimento local coordenado por um grupo de professoras do Instituto de Computação da UFAM, que tem o objetivo de expandir seu alcance não só em Manaus, mas também no interior do estado e até para outros estados da região norte.

“A princípio, percebemos o apelo que o movimento tem e fomos em busca de apoio. Hoje contamos com grupos na UEA, Fucapi, Fundação Nokia e Seduc. A Suframa também se mostrou interessada em nos ajudar”, disse a professora Tanara Lauschner.

A superintendente da Suframa, Rebecca Garcia esteve no evento e afirmou que a Suframa pode se tornar parceira do movimento com o objetivo de atrair mão-de-obra qualificada para as empresas do Polo Industrial de Manaus.

“As mulheres têm uma dedicação diferenciada. Queremos mais mulheres na indústria. Vai ajudar na competitividade, já que as equipes mistas têm melhores resultados”, disse Rebecca.

Mario Dantas