Cunha não renuncia e diz que há ‘cerceamento’ de sua defesa

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Eduardo Cunha

Eduardo Cunha

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse hoje (21) que está tendo o direito de defesa cerceado. Ele marcou uma coletiva de imprensa às 11h, no Hotel Nacional em Brasília, com o objetivo de retomar “a comunicação direta com os veículos de comunicação”.

“Tenho restringido [a comunicação] à notas ou manifestações no Twitter. Isto tem prejudicado muito minha versão dos fatos como também a comunicação. Resolvi voltar com regularidade prestar satisfações, eu mesmo me expor ao debate, às entrevistas porque isto está me prejudicando. Há um nítido cerceamento de defesa meu”, disse nos primeiros minutos da entrevista. Cunha lembrou sua trajetória política e a sua posição em relação ao PT e aos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidenta afastada Dilma Rousseff.

Cunha está no quarto mandato, iniciado no PP e depois migrou para o PMDB no período em que o partido estava dividido entre apoio ao ex-presidente Lula e a possibilidade de uma candidatura própria. “Na eleição de 2006, militamos a favor de candidatura própria e, a partir de 2007 com vitória de Lula no segundo turno, é que o PMDB foi para a base do governo Lula. Grande parte das acusações do que acontece tem a ver com operações da Petrobras em 2005 e 2006 quando estávamos em confronto forte com o PT.”

Ele voltou a afirmar que o governo Dilma resistiu fortemenete a sua candidatura à presidencia da Casa, mas que, na época, nenhum candidadot do partido do PT teria capacidade hoje de assumir a função por falta de apoio na Casa.

 

[Com EBC]

Roberto Brasil