Cunha entrega as chaves da residência oficial da Câmara

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Deputado fez um churrasco de bota-fora para se despedir.

O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) entregou as chaves da residência oficial da presidência da Câmara dos Deputados. A assessoria de Cunha divulgou nesta segunda-feira cópia do recibo de entrega para as chaves à administradora da residência oficial. Ele teria ainda mais seis dias para entregar a casa.

Na semana passada, Cunha fez um churrasco de bota-fora para se despedir da residência. Ele ficará num apartamento funcional, não reformado.

No encontro festivo, Cunha e sua mulher Cláudia Cruz receberam cerca de 50 convidados na casa, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Os anfitriões abriram os jardins para funcionários e seguranças da Polícia Legislativa que vêm lhes servindo desde o começo do ano passado. Garçons serviam cerveja de garrafa e diferentes carnes em esquema rodízio, enquanto uma cantora, com violão, entoava música sertaneja.

Há duas semanas, a Mesa Diretora da Câmara decidiu dar ao deputado federal afastado o direito de ocupar um dos apartamentos funcionais da Casa depois que deixar a residência oficial. A decisão foi ratificada por cinco dos sete integrantes da Mesa que participaram da reunião. Ainda não está definido, mas Cunha deverá ocupar um dos apartamentos que ainda não foram reformados.

— Ele continua deputado, mesmo afastado. Enquanto não for cassado ou o Supremo não tirar suas prerrogativas, continua tendo direito a apartamento funcional — afirmou o quarto secretário, Alex Canziani ( PTB-PR), responsável pelos apartamentos funcionais

Logo depois da decisão, o novo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu a decisão da Mesa Diretora que beneficiou Cunha.

Maia disse na manhã de hoje que vai trabalhar para que o processo de cassação do ex-presidente da Câmara seja votado neste mês de agosto. Ele, no entanto, sinalizou que os deputados começam colocar entraves para votação na segunda semana do mês alegando que é uma semana de registro das candidaturas das eleições municipais. // O Globo

Áida Fernandes